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Top Picks: Mercado Livre desponta também na disputa do e-commerce na carteira do investidor

Segundo especialistas, o segmento de comércio eletrônico, com empresas como B2W, Magazine Luiza e Via Varejo, estão melhor 'posicionadas para atravessar o cenário que se desenha novamente'

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2021 | 04h00

O segmento de comércio eletrônico, representado na Bolsa brasileira (B3) principalmente por B2W, Magazine Luiza e Via Varejo, parece ter um "novo" concorrente dentro do mercado de ações. Com as novas regras que facilitam a compra de recibos de ações (BDRs) de empresas estrangeiras, o Mercado Livre é apontado como boa opção de investimento, e inclusive aparece na lista de recomendações para a próxima semana. A companhia é listada na bolsa eletrônica Nasdaq.

A Guide Investimentos trocou Via Varejo ON por Mercado Livre para a próxima semana. "Atualmente, nossas top picks do setor são Magazine Luiza e Mercado Livre por acreditarmos que estão melhor posicionadas para atravessar o cenário que se desenha novamente", explica o analista Henrique Esteter. Ele ressalta que a Guide recomenda compra também de B2W e Via Varejo.

Segundo Esteter, em 2020 as empresas conseguiram se preparar bem para as instabilidades deste início de 2021. "A evolução do e-commerce e logística foi bastante expressiva, e devemos seguir acompanhando todas as companhias buscando manter tal ritmo de crescimento, à medida que a extensão do auxílio emergencial e novos lockdowns podem contribuir para as performances dessas empresas no segundo trimestre de 2021".

Ricardo Peretti, estrategista de renda variável da Santander Corretora para Brasil e América Latina, é outro que destaca a força do Mercado Livre no mercado brasileiro. Atualmente, entre as ações negociadas na B3, a preferida do Santander dentro do segmento é Via Varejo ON, "por estar negociando com um desconto significativo em relação as demais empresas do setor".

"O Mercado Livre já é um concorrente importante no território brasileiro. O aumento da penetração do e-commerce na América Latina seguirá beneficiando a empresa. Caso o investidor possa investir em ações listadas fora do Brasil ou em BDRs, nossa preferência se alteraria para Mercado Livre, principalmente pela forte desvalorização das ações neste ano, o que abriu uma oportunidade de investimento em nossa opinião", explica Peretti.

Enrico Cozzolino, analista do Daycoval Investimentos, aponta B2W e sua controlada, Lojas Americanas, como as preferidas neste setor, inclusive pelo longo histórico de atuação das empresas no comércio eletrônico.

"Mercado Livre e Amazon de fato são ameaças para as varejistas locais, contudo investir no Brasil muitas vezes apresenta desafios já conhecidos pelas empresas locais", completa Cozzolino.

Para a próxima semana, o Daycoval manteve somente Itaú Unibanco PN em relação à última carteira, e incluiu Cemig PN, Gerdau PN, São Martinho ON e Unipar Carbocloro PNB.

Outra casa que fez quatro alterações foi a MyCap, mantendo somente Magazine Luiza ON, acompanhada de Cosan ON, JBS ON, PetroRio ON e Suzano ON.

A Ativa Investimentos fez três trocas, saindo PetroRio ON, Santander Brasil Unit e SulAmérica Unit para as entradas de Eneva ON, MRV ON e Weg ON.

A Mirae Asset retirou CSN ON e Marfrig ON para as entrads de Gerdau PN e JBS ON. A Terra Investimentos também fez duas alterações, trocando Marfrig ON e TIM ON por BB Seguridade ON e Sabesp ON.

A XP Investimentos trocou Braskem PNA e Klabin Unit por Lojas Quero-Quero ON e Sanepar Unit. Por fim, a Órama trocou Moura Dubeux ON por Notre Dame Intermédica ON.

Veja a lista:

 

 

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