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Leo Souza/Estadão
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Top Picks: Mesmo com alta no lucro de bancos, analistas divergem sobre perspectiva de ações

Se, por um lado, alguns especialistas apontam para uma recuperação positiva da carteira de crédito, a pressão por digitalização exercida pelas fintechs preocupa

Luísa Laval e Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2021 | 21h00

Mesmo com o desempenho positivo dos grandes bancos, cujo lucro cresceu 46,1% no primeiro trimestre, analistas se dividem ao projetar o futuro de suas ações nos próximos meses. Se, por um lado, muitos dizem ser positiva a recuperação de carteira de crédito e a redução da provisão para devedores duvidosos (PDD), por outro, há opiniões de que as instituições ainda estão pressionadas pela digitalização do setor, com o consequente fortalecimento das fintechs (startups voltadas para soluções financeiras).

O sócio e economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, diz que os bancos demonstraram resiliência à crise, e podem se beneficiar do panorama de recuperação global. A escolha preferida da casa no setor é Itaú Unibanco PN, "em função da boa governança corporativa e política sólida de remuneração aos acionistas".

"Há um caminho para a recuperação da rentabilidade desses grandes bancos, fruto do intenso ritmo de aumento da carteira de crédito e da ampla redução de despesas com PDD frente ao ano de 2020", afirma Vitor Carvalho, analista de equities da Investmind. A casa de pesquisa e análise econômica tem preferência por Bradesco PN, mas também aposta em Banco do Brasil ON.

Por outro lado, analistas dizem que os bancos já sofrem algum impacto com relação a serviços pelos quais eram remunerados e que estão substituídos por ferramentas mais baratas ou gratuitas, como o Pix. "Enquanto não houver melhor visibilidade para margem financeira e retomada total da economia, os bancos devem ter crescimento lento", afirma Danielle Lopes, analista da Nord Research. A casa escolheu Itaú PN como preferida no setor.

Marcel Campos, analista de bancos da XP, não vê valorização forte ainda em 2021 para o setor como um todo. "O aumento de lucro, pautado apenas na redução de provisionamento, não é sustentável no longo prazo. O preço dos bancos deve continuar sendo pressionado pelos fatores já amplamente conhecidos de competição, regulação e qualidade do ativo", afirma.

Reflexo da divisão é a inserção de poucos nomes de bancos nas carteiras para esta semana. A Ativa Investimentos incluiu em sua carteira semanal BR Distribuidora ON, CPFL Energia ON e JBS ON, no lugar de Banco Pan PN, GPA ON e TIM ON.

No início do mês, a Guide incluiu Assaí ON, Localiza ON, PetroRio ON em sua carteira semanal, enquanto retirou Lojas Marisa ON, Mosaico ON e Weg ON.

O banco Daycoval alterou significativamente sua carteira, incluindo Itaú Unibanco PN, Magazine Luiza ON, Ômega ON e Taesa Unit. Foram retiradas Bradesco PN, Lojas Americanas PN, Porto Seguro ON e Sanepar Unit.

A Mirae Asset realizou três trocas, incluindo Magazine Luiza ON, Randon ON e Romi ON, enquanto retirou Gerdau PN, Marfrig ON e Santos Brasil ON.

O Modalmais trocou quase a totalidade de sua carteira semanal e incluiu BTG Pactual Unit, Ecorodovias ON, Localiza ON, Raia Drogasil ON. Foram retiradas Gerdau PN, Itaú Unibanco PN, Petrobrás PN e Vale ON.

A MyCap retirou Portobello ON e Totvs ON de sua carteira, enquanto inseriu Eneva ON e Localiza ON. Já a corretora Órama retirou Petz ON, dando lugar a CSN ON. A Planner retirou Klabin Unit de sua carteira e incluiu Banco do Brasil ON.

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