Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Top Picks: 'Novato' entre varejistas na B3, Grupo Mateus já é bem cotado entre analistas

Grupo Mateus desbancou até mesmo empresas consolidadas do setor, como o Carrefour; analistas apontam os resultados sólidos do 4º trimestre e o forte plano de expansão como pontos positivos da varejista

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2021 | 21h00

O setor de varejo alimentício movimentou a Bolsa nas últimas semanas, com a separação da rede de atacarejo Assaí do GPA, e a compra do Grupo Big pelo Carrefour. Mas a "novata" do segmento briga com as gigantes, ao menos na preferência dos analistas. O Grupo Mateus já é apontado como a principal escolha por algumas corretoras, principalmente pela expansão que começou a ser colocada em prática.

Em relatório sobre os resultados apresentados pelo Grupo Mateus referentes ao quarto trimestre de 2020, os analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, da XP, classificaram os números como sólidos. "Apesar de entender que os investidores podem ficar preocupados com a queda de margem Ebitda ante o terceiro trimestre, mesmo em meio ao forte crescimento de vendas e com a queima de caixa no período, destacamos que ambos são consequência (temporária) do forte plano de expansão (e perspectiva de crescimento da companhia), com 14 lojas abertas apenas no quarto trimestre", escrevem os profissionais.

A recomendação da XP para o Grupo Mateus é de Compra, enquanto o Carrefour tem recomendação 'neutra', mesmo após a compra do Big por R$ 7,5 bilhões. Segundo a corretora, a transação já está "praticamente refletida no preço de tela, enquanto as sinergias somente deve ser capturadas a partir do ano que vem".

O Grupo Mateus também é uma das ações preferidas pelo Santander dentro do segmento, ao lado do Carrefour. Segundo a equipe de estratégia de Pessoa Física da Santander Corretora, forte ator na região Nordeste, o Mateus tem um movimento de crescimento bem planejado.

Sobre Carrefour, o Santander afirma principalmente o ganho de escala após a compra do Big. "A escala do Carrefour aumenta seu poder de competição em todo o País e deve dificultar a competição para seus concorrentes".

Para Enrico Cozzolino, analista do Daycoval Investimentos, o movimento do Carrefour deve trazer muitos benefícios para a empresa. "A compra é estratégica e complementar aqui no Brasil, já que a força do Big está principalmente nas regiões Sul e Nordeste, onde o Carrefour é menos presente. Além de ter apelo a um público que hoje ainda não é atendido".

No entanto, a Daycoval Corretora tem como ação preferida GPA ON. Segundo Cozzolino, por conta da experiência e da vivência em mercado de capitais do grupo. Ele, porém, também chama atenção para o Grupo Mateus, que registra crescimento e tem foco no mercado onde atua, com os resultados atestando o sucesso desta estratégia.

Em relação às carteiras para a próxima semana, a XP fez três alterações, com as saídas de Marfrig ON, Randon PN e Via Varejo ON para as entradas de Bradespar PN, Lojas Americanas PN e Minerva ON.

A MyCap também mudou três ativos em sua lista, retirando Grendene ON, Magazine Luiza ON e Suzano On para inserir B3 ON, Randon PN e Totvs ON.

A Guide fez duas alterações na sua lista, trocando Braskem PNA e Marfrig ON por Itaú Unibanco PN e JBS ON. A Mirae Asset também realizou duas trocas, de CSN ON e JBS ON por Gerdau PN e Santos Brasil ON.

Por fim, a Ativa Investimentos trocou Eztec ON por PetroRio ON, e o Daycoval tirou Cemig PN para a entrada de CTEEP PN. Veja a lista:

 

 

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