Jonne Roriz/Estadão
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Top Picks: Queda de juros ajuda construtoras e recuperação pode ser mais rápida

Analistas acreditam que retomada do setor será favorecida no pós-pandemia, pois Selic a 2,25% ao ano estimula o financiamento de imóveis

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2020 | 21h00

As primeiras prévias operacionais do setor de construção civil referentes ao segundo trimestre de 2020, divulgadas esta semana por Even e MRV, mostram que as empresas conseguiram números acima do que era esperado pelo mercado. Por isso, alguns analistas acreditam que a retomada deste segmento no pós-pandemia será mais rápida, inclusive por conta da baixa taxa de juros, atualmente em 2,25% ao ano, o que facilita e aumenta a demanda por financiamento de imóveis.

"De fato a recuperação parece que será mais rápida do que o esperado, em função principalmente dos juros baixos e do apetite dos bancos para incentivar o credito imobiliário", avalia Luis Salles, analista da Guide Investimentos. Ele afirma que as construtoras mais voltadas para o segmento de baixa renda, como a MRV, se mostram mais resilientes, mas os números para média e alta renda, como no caso da Even, também se mostram positivos, diz o analista.

Na opinião de Renato Chanes, estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, ainda é cedo para rever projeções, mas os números apresentados até agora surpreenderam positivamente. Ele espera melhores resultados das companhias voltadas para baixa renda, especialmente MRV e Tenda, por conta do "aumento significativo das vendas" no segundo trimestre, e "receitas estáveis em base anual, o que é positivo, considerando as circunstâncias atuais".

"Em termos relativos, esperamos que a Tenda supere o desempenho da MRV, pois acreditamos que a margem bruta da MRV (28,1%) continue pressionada por sua política de desconto em andamento, que visa reduzir estoques", completa Chanes.

Pedro Galdi, da Mirae Asset, acredita que a maior adoção do regime de home office durante a pandemia de covid-19 também influencia os números, "pois as pessoas podem optar por morar em áreas mais distantes dos escritórios onde trabalhavam presencialmente".

Essa questão do rearranjo do local de trabalho também é citado por Julia Monteiro, analista da MyCap. Para ela, essa nova realidade deve alterar as demandas, gerando oportunidades de investimento. "Acreditamos ainda nas projeções de longo prazo, que associadas à menor taxa de juros trazem melhores custos de oportunidade", completa a analista.

Para Enrico Cozzolino, analista do banco Daycoval, houve até mesmo lançamentos durante o segundo trimestre. "Deste modo, podemos ficar mais otimistas com aquelas empresas que possuem boa gestão, que certamente saberão aproveitar o momento de taxa de juros mais baixa", opina.

Em relação às recomendações para a próxima semana, quatro casas fizeram três alterações cada. O Daycoval trocou Ambev ON, Bradesco PN e Gerdau PN por Brasil Agro ON, EzTec ON e Vale ON. A Mirae tirou MRV ON, Petrobrás PN e Randon PN e selecionou Banco Inter Unit, Indústrias Romi ON e Ultrapar ON.

A MyCap trocou BR Distribuidora ON, Copel PNB e Minerva ON por CSN ON, EzTec ON e PetroRio ON. Na Terra Investimentos, saíram Bradespar PN, EDP Brasil ON e Lojas Renner ON, e entraram Banco do Brasil ON, Cemig PN e Suzano ON.

A Ativa Investimentos fez duas mudanças, trocando Equatorial ON e JSL ON por IMC ON e Itaú Unibanco PN. Por fim, a Guide Investimentos retirou Locaweb ON para a entrada de Cyrela ON.

 

 

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