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Top Picks: Telefônica é 'unanimidade' entre analistas no setor de telecomunicações

Empresa está melhor posicionada para aproveitar a esperada melhora do cenário em 2020 em relação às suas concorrentes TIM e Oi

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 19h21

A Telefônica Brasil é uma "unanimidade" entre os analistas quando o assunto é o setor de telecomunicações na Bolsa. Para os profissionais que tratam do tema, há um consenso de que a empresa está melhor posicionada para aproveitar a esperada melhora do cenário em 2020 em relação às suas concorrentes Tim e Oi.

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, o setor de telecomunicações vai passar por muitas transformações nos próximos anos, com a chegada da tecnologia 5G. "Isso vai exigir boa saúde financeira das empresas, já que há grande necessidade de investimentos, além da acirrada disputa pelo mercado que impõe redução de custos e planos com tarifas menores", explica. E ele enxerga a Telefônica com o melhor perfil para enfrentar esses desafios.

Na visão de Mario Mariante, chefe de análise da Planner Corretora, o mercado já atingiu sua maturidade no Brasil. Ele cita que na telefonia móvel, o País tem atualmente o terceiro maior nível de densidade do mundo, com 107,96 celulares para cada 100 habitantes.

Juntamente com a redução da rede fixa, o perfil geral do segmento deve ter uma ligeira mudança em 2020. "A busca da compensação fica concentrada na oferta de novos serviços que visem à fidelização dos usuários. Neste segmento também deverá haver aumento de competição", afirma Mariante. Ele cita a Telefônica como líder de mercado, com 32,3% dos acessos móveis.

Luis Sales, da Guide Investimentos, afirma que o ano deve ser positivo para as companhias, com aceleração do crescimento econômico e queda do desemprego. Ele também cita a Telefônica como sua preferida pela consistência, mas lembra que é importante acompanhar o processo de reestruturação da Oi, "que ainda depende da venda de alguns ativos para dar andamento ao seu plano de realizar novos investimentos para ampliação dos seus serviços".

Também sobre a Oi, Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, afirma que a chance da tele ter ativos vendidos para concorrentes "aumente a cada mês". Sobre a TIM, ele diz que aparentemente "saiu do radar" a possível venda das operações pela sua controladora Telecom Italia. Neste cenário, o analista também aponta a Telefônica como a preferida em um setor que deve apresentar mudanças importantes nos próximos anos.

Renato Chanes, estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, cita que o ano deve ser positivo para as teles. Além dos fatores macroeconômicos, ele espera um movimento de consolidação, com boas sinergias, níveis de investimentos estáveis, já que aumentaram as chances do leilão de 5G ficar para 2021, e ganhos de eficiência com digitalização.

Nas carteiras recomendadas, foram poucas mudanças em relação à semana passada. A XP Investimentos incluiu Banco do Brasil ON e EcoRodovias ON, com as saídas de Bradesco PN e Petrobrás PN. Outra que também fez duas alterações foi a MyCap, trocando Alpargatas PN e Banco do Brasil ON por Notre Dame Intermédica ON e Weg ON.

A Mirae fez três mudanças, mantendo BRF ON e Magazine Luiza ON, e incluindo Cosan ON, Itaúsa PN e Vale ON. A Guide trocou Sabesp ON por BR Distribuidora ON. E a Terra Investimentos tirou Cemig PN da lista para colocar CVC ON.

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