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Bruna Prado/AP
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Top Picks: Terceira onda de covid preocupa, mas impacto deve ser menor em ações e na Bolsa

Segundo especialistas, mesmo com um novo recrudescimento da pandemia, medidas restritivas teriam menor alcance e setores exportadores se manteriam resilientes

Luísa Laval, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2021 | 21h00

A perspectiva de uma terceira onda de covid-19 no País nos próximos meses preocupa investidores, que temem medidas mais rígidas de isolamento social e o adiamento da retomada econômica. Ainda assim, mesmo com as incertezas, analistas apontam que o impacto nas ações não deve ser tão grande quanto nas ondas anteriores, porque as medidas restritivas teriam menor alcance e setores exportadores se manteriam resilientes.

Bruce Barbosa, sócio fundador da Nord Research, acredita que há pouca probabilidade de quedas significativas no mercado, por causa do panorama de vacinação, elemento ausente no ano passado, mas não afasta a chance de quedas em alguns setores. "Os que mais sofreram nas ondas passadas deverão ser os mais impactados na próxima onda, como varejo físico, shoppings, educação e turismo", aponta.

Para Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, investidores estão preocupados com a terceira onda, mas ele acha improvável um cenário de forte isolamento nos Estados. Caso isso ocorresse, empresas com exposições ao mercado internacional e ao dólar, como as dos setores de mineração, siderurgia e papel e celulose, se beneficiariam de um fluxo que vinha aos poucos migrando para ramos ligados à reabertura.

"Vale ressaltar a situação econômica de diversos comerciantes e estabelecimentos de pequeno e médio porte que já não possuem condições financeiras que os permitam novos fechamentos prolongados, o que pode pressionar Estados e Municípios a tomarem medidas de restrições menos severas", pondera.

O time de analistas do Banco Daycoval aponta que a aceleração da pandemia e o endurecimento de medidas de distanciamento atingiria toda a atividade econômica. Eles apontam que o setor de serviços seria o mais prejudicado, mesmo que subsetores, como o de telecomunicações, tenham se favorecido pela mudança de consumo durante a pandemia.

"Empresas que têm sabido gerenciar melhor seus canais de venda, priorizando o e-commerce nos momentos mais críticos das restrições e reativando os canais mais tradicionais nos períodos de distensão, são as que mais se beneficiam com as restrições à mobilidade, pois são capazes de ganhar fatias de mercado. Empresas varejistas como Magazine Luiza e Lojas Americanas são um bom exemplo dessa estratégia", apontam.

Entre as mudanças nas carteiras de corretoras, a Ativa Investimentos alterou quase toda a sua listagem, retirando Azul PN, BTG Pactual Unit, Carrefour Brasil ON e Eneva ON, enquanto incluiu GPA ON, Iguatemi ON, Petrobrás PN e SLC Agrícola ON.

O Daycoval alterou toda a sua carteira, retirando B3 ON, Cyrela ON, Magazine Luiza ON, Suzano ON e Taesa Unit. No lugar, ficaram as ações B2W ON, CSN ON, Eletrobrás ON, Itaú Unibanco PN e Petrobrás PN.

A Guide Investimentos fez uma mudança na seleção: incluiu Vivara ON e tirou Localiza ON. Já a Mirae Asset retirou Gerdau PN, Santos Brasil ON e Usiminas PNA, inserindo Magazine Luiza ON, Petrobrás PN e Vale ON.

Os analistas da MyCap adicionaram BrasilAgro ON e Portobello ON e retiraram Braskem PNA e Marfrig ON. A Órama fez uma alteração na carteira: retirou Itaú Unibanco PN, que deu lugar a Santos Brasil ON.

A XP fez três trocas para a próxima semana. Duratex ON, Bradesco PN e Gol PN foram retiradas e B3 ON, Magazine Luiza ON e Usiminas PNA foram adicionadas.

Veja abaixo a lista:

 

 

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