Tóquio cai 1,4% com preocupação com crédito

A bolsa de Tóquio caiu 1,42 por cento nesta quinta-feira, com a confiança dos investidores sendo minada por preocupações com crédito no exterior e fortalecimento do iene pressionando ações de companhias exportadoras.

AIKO HAYASHI, REUTERS

10 de dezembro de 2009 | 07h52

A Suzuki Motor desabou 6,54 por cento, eliminando o ganho registrado na quarta-feira após anúncio de aliança com a Volkswagen, depois que um analista afirmou que o valor da ação havia subido muito.

A agência de classificação Standard & Poor's alertou na quarta-feira que a Espanha corre o risco de ter sua nota de crédito reduzida em dois anos se o governo não tomar ações suficientes para reduzir o déficit fiscal.

A Fitch já reduziu a classificação de dívida da Grécia, enquanto a Moody's cortou nota de emissores de dívida vinculados a Dubai depois de concluir quer nenhum apoio governamental "significativo" será fornecido à companhias importantes como a DP World.

"Preocupações com crédito em lugares como Dubai e Espanha estão reduzindo o apetite dos investidores de continuar comprando ações, o que está fazendo o mercado recuar", afirmou Soichiro Monji, estrategista-chefe da Daiwa SB Investments.

"Não sabemos ainda se esses problemas vão persistir por um longo tempo, mas eles estão claramente colocando um peso sobre os mercados globais de ações no momento", acrescentou.

O índice Nikkei perdeu os 10 mil pontos, caindo para 9.862 pontos. O indicador havia recuado 1,3 por cento na sessão anterior, recuando pela segunda sessão consecutiva depois de ter ganho quase 12 por cento em um rali até a segunda-feira.

Em SYDNEY, a bolsa recuou 0,67 por cento. O governo anunciou nesta quinta-feira que a economia gerou quase 100 mil empregos nos últimos três meses, um contraste em relação às economias avançadas que torna cada vez mais provável um quarto aumento consecutivo de juro pelo banco central australiano em fevereiro.

"Todos os empregos são em tempo real, o nível de atividade está se mantendo forte e parece cada vez mais provável que a taxa de desemprego já alcançou o pico", disse Brian Redican, economista sênior do banco Macquarie. "Um aumento (de juro) em fevereiro para mais e mais provável."

A bolsa de SEUL subiu 1,14 por cento, enquanto XANGAI apurou ganho de 0,45 por cento e HONG KONG recuou 0,19 por cento. TAIWAN se desvalorizou em 1,53 por cento e CINGAPURA caiu 0,55 por cento.

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