Tóquio cai 2,1% com imobiliárias e realizações de lucros

A Bolsa de Tóquio fechou em queda, uma vez que as ações da Mitsubishi Estate e de outras empresas imobiliárias foram atingidas pelas preocupações com o enfraquecimento da demanda no setor, enquanto o declínio dos futuros de ações dos EUA obrigou os investidores a realizar lucros depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) elevou sua taxa de redesconto. O índice Nikkei 225 cedeu 212,11 pontos, ou 2,1%, e fechou aos 10.123,58 pontos.

Hélio Barboza, Agência Estado

19 de fevereiro de 2010 | 08h12

Nesta quinta-feira, o Fed elevou a taxa que cobra dos bancos por empréstimos de emergência (a taxa de redesconto) em um quarto de ponto porcentual, para 0,75%, mas enfatizou que a medida não representou um aperto geral no crédito. "Os investidores não ficaram muito temerosos de que as mudanças do Fed levem a um aperto nas condições financeiras, mas eles tiveram pouca escolha a não ser vender, pois os declínios nos futuros de ações dos EUA provocaram um susto", disse Masatoshi Sato, estrategista da corretora Mizuho Investors Securities.

O setor imobiliário foi claramente o de pior desempenho do dia, com as ações da K.K. da Vinci Holdings fechando em queda de 19% depois de terem permanecido apenas em oferta ao longo do pregão. Os papéis foram atingidos pelas preocupações causadas pela relação ativos/dívidas da empresa e pela redução nas estimativas de lucro para o ano fiscal cheio. A firma apontou enormes perdas nos estoques bem como a fraca liquidez do mercado imobiliário como justificativas para a projeção decepcionante. As informações são da Dow Jones

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