Tóquio despenca 4,8% com temor sobre juro nos EUA

As ações despencaram em Tóquio, com especulações sobre os eventuais efeitos da potencial alta no juro norte-americano na liquidez global. Nenhum segmento escapou da onda de vendas que tomou conta do mercado, com destaque aos bancos, companhias imobiliárias e seguradoras. O setor imobiliário, assim como as corretoras, foram atingidos ainda pela retirada de ambos da carteira modelo da Nikko Citigroup. Os papéis do megabanco UFJ fechou com desvalorização de 9,9%, os papéis do Mizuho cederam 9,3% e as ações da rede de supermercados Ito-Yokado caíram 9,6%. O índice Nikkei fechou no menor nível desde 26 de fevereiro, depois de registrar a maior queda em pontos desde 23 de outubro. O índice marcava 10.884,70 pontos no fim do dia, perda de 554,12 pontos ou 4,8%. O Nikkei encontra-se agora 11% abaixo da máxima em 32 meses, a 12.163,89 pontos, de 26 de abril. "A bolha de liquidez foi furada", disse um estrategista da Merrill Lynch. A reação das bolsas norte-americanas aos dados sobre o número de vagas criadas nos EUA em abril também impressionou os investidores em Tóquio, os quais desfizeram-se de grandes posições que vinham carregando na margem. Traders consideram haver espaço para mais perdas nos próximos dias.Segundo o diretor-geral da corretora Chuo Securities, Masatsugu Okeya, o mercado pode ter entrado em processo de profunda correção, uma vez que o Nikkei rompeu a média dos últimos 100 dias, de 11.105,73 pontos.

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