Tóquio fecha em alta de 0,7%

A elevação da perspectiva de rating do Japão pela Standard & Poor´s de negativa para estável e os dados positivos sobre vendas de supermercados e de lojas de departamento em fevereiro estimularam as compras de ações de bancos, empresas do setor imobiliário e de construção. O índice Topix fechou em alta de 1,2%, em 1.145,95 pontos, seu nível mais alto desde agosto de 2001. Mas as ações de companhas de alta tecnologia e as blue chips exportadoras continuam caindo, ainda pressionadas pelas preocupações geopolíticas relacionadas ao Oriente Médio e a Taiwan. Por isso, o índice Nikkei teve valorização apenas moderada, fechando com ganho de 0,74%, ou 83,90 pontos, em 11.364,99 pontos. Segundo o estrategista-chefe da Daiwa Institute of Research, Kazuhiro Miyake, o mercado já vinha precificando uma elevação da perspectiva pela S&P, com a esperança de que a deflação possa chegar ao fim depois de anos de reformas estruturais. Embora alguns investidores estejam céticos acerca da possibilidade de o Japão sair de seu declínio, a decisão da S&P é um sinal de que as condições do país estão mudando. As ações de grandes bancos foram as principais beneficiárias e todos os quatro "megabancos" atingiram os níveis mais altos no ano. Mitsubishi Tokyo Financial subiu 7,9% e Mizuho Financial avançou 5,6%. Os papéis de tecnologia e de empresas exportadoras, ao contrário, tiveram desempenho fraco. Sony fechou em baixa de 1,2%, Toyota caiu 0,8% e Advantest recuou 2,4%. Nissan ganhou 1%, após a companhia afirmar que seu executivo-chefe, o brasileiro Carlos Ghosn, vai se encarregar das operações norte-americanas, guiando o grupo em um mercado crucial.

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 08h44

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