Tóquio fecha em baixa de 2,95%

O dado fraco sobre encomendas de maquinários e a cautela alimentada pela volatilidade dos índices referenciais em Wall Street serviram de argumentos para os investidores ampliarem suas vendas em Tóquio. O Nikkei-225 registrou a segunda maior queda em pontos nesse ano, caindo 328,48 pontos (2,95%), para 10.825,10 pontos. Na quarta-feira, o índice subiu 246,40 pontos - o maior ganho em pontos nesse ano. O Topix, índice amplo que reflete os movimentos de todos os papéis negociados na primeira sessão, caiu 26,38 pontos (2,4%), para 1.095,93 pontos. As vendas de ações de fabricantes de maquinários, como as da Hitachi Construction e a Komatsu, ficaram mais intensas após o governo ter informado que as vendas "core" de maquinário caíram 3,2% em março, na comparação com fevereiro, contrariando prognósticos de que haveria um aumento de 5,9% no mês. Além disso, o governo informou que espera que as vendas de maquinários no trimestre abril a junho devem cair 3,2% no trimestre, após um recuo de 5,6% no período de janeiro a março, ante o trimestre anterior. "Particularmente, a perspectiva fraca afetou o sentimento", afirmou o gerente sênior da Tokai Tokyo Research Center, Masayoshi Yano. "A queda inesperada das encomendas sugere que a economia doméstica não está tão forte quanto era esperado", declarou o economista-chefe do NLI Research Institute, Koichi Haji. Após o dado, as ações da Hitachi fecharam em baixa de 4,4% e as da Komatsu, em 3,6%. A Fanu perdeu 3%. Além do dado, os investidores ficaram inseguros com o comportamento de ontem em Wall Street. O Dow Jones chegou a cair 167 pontos, mas fechou em alta de 25,69 pontos.

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