coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Tóquio fecha em queda com fortalecimento do iene

Nervosismo com o crescimento econômico chinês pesaram e levou o índice Nikkei a recuar 1,6% nesta segunda feira

15 de abril de 2013 | 07h22

As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda acentuada nesta segunda-feira, uma vez que o fortalecimento do iene e o nervosismo com o crescimento econômico chinês pesaram sobre o pregão. O índice Nikkei recuou 1,6%, para 13.275,66 pontos.

Os níveis de participação mantiveram-se robustos. O volume total negociado atingiu 4,23 bilhões de ações com o valor equivalente superior a 3,0 trilhões de ienes.

Os principais índices caíram desde o início do pregão após o dólar recuar para marcas mais baixas do que o nível registrado no fim da sessão anterior. No fim da tarde em Tóquio, o dólar mudava de mãos em cerca de 97,91 ienes.

Uma realização de lucros já deveria ter ocorrido, principalmente visto que a tendência de enfraquecimento do iene foi interrompida, disse o analista de mercado Kenichi Hirano, da Tachibana Securities.

Durante a sessão, o anúncio dos indicadores chineses desencadeou um enfraquecimento ainda maior do Nikkei. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 7,7% no primeiro trimestre de 2013 ante o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas do país (NBSC, na sigla em inglês).

"Havia expectativas gerais para um crescimento de, no mínimo, 8,0%", disse um diretor de operações de uma corretora estrangeira. "Mas as consequências podem não ser profundas ou de longa duração, uma vez que o Japão está sendo visto como um mercado de capitais em crescimento novamente, e na verdade o país pode se beneficiar dos fluxos de saída de investidores da China".

Durante o pregão, as ações de exportadores caíram acentuadamente por causa do iene mais forte. A Tokyo Electron cedeu 3,7% e a Toyota Motor recuou 2,1%.

A Sumitomo Realty & Development liderou as ações de incorporadoras imobiliárias para baixo, perdendo 3,4%.

Entre as ações expostas à China, a Fanuc caiu 1,3% e a Komatsu perdeu 2,9%.

A Sumitomo Metal Mining perdeu 5,9%, tendo em vista que o preço do ouro caiu 4% na sexta-feira em Nova York.

As ações de Sharp avançaram 10%, depois da divulgação de uma reportagem do Nikkei no sábado. A notícia afirmava que a empresa decidiu vender a sua participação completa em ações, 9,2% ou 30 milhões de ações, na Pioneer. Segundo a nota, a Sharp está atualmente à procura de compradores. A Pioneer fechou o pregão em alta de 4,3%.

As ações de operadores de usinas nucleares dispararam, uma vez que o setor ainda espera que alguns reatores da nação sejam reativados antecipadamente. A Kansai Electric Power ganhou 16% e a Kyushu Electric Power ganhou 12%.

As ações do setor estão em alta acentuada desde 10 de abril, por volta da data em que o governo definiu novas normas de segurança para lidar com graves acidentes em caso de terremotos e tsunamis. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.