Tóquio fecha em queda de 2,1% com setor imobiliário e decisão do Fed

Enfraquecimento de demanda no setor de imóveis e elevação da taxa de redesconto nos EUA puxam recuo

Hélio Barboza, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 07h27

A Bolsa de Tóquio fechou em queda, uma vez que as ações da Mitsubishi Estate e de outras empresas imobiliárias foram atingidas pelas preocupações com o enfraquecimento da demanda no setor, enquanto o declínio dos futuros de ações dos EUA obrigou os investidores a realizar lucros depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) elevou sua taxa de redesconto. O índice Nikkei 225 cedeu 212,11 pontos, ou 2,1%, e fechou aos 10.123,58 pontos.

 

Nesta quinta-feira, o Fed elevou a taxa que cobra dos bancos por empréstimos de emergência (a taxa de redesconto) em um quarto de ponto porcentual, para 0,75%, mas enfatizou que a medida não representou um aperto geral no crédito. "Os investidores não ficaram muito temerosos de que as mudanças do Fed levem a um aperto nas condições financeiras, mas eles tiveram pouca escolha a não ser vender, pois os declínios nos futuros de ações dos EUA provocaram um susto", disse Masatoshi Sato, estrategista da corretora Mizuho Investors Securities.

 

O setor imobiliário foi claramente o de pior desempenho do dia, com as ações da K.K. da Vinci Holdings fechando em queda de 19% depois de terem permanecido apenas em oferta ao longo do pregão. Os papéis foram atingidos pelas preocupações causadas pela relação ativos/dívidas da empresa e pela redução nas estimativas de lucro para o ano fiscal cheio. A firma apontou enormes perdas nos estoques bem como a fraca liquidez do mercado imobiliário como justificativas para a projeção decepcionante.

 

Em parte como reação ao anúncio, a gigante do setor Mitsubishi Estate perdeu 4,3%, mesmo porcentual de queda da Mitsui Fudosan.

 

As ações das fabricantes de chips de memória se enfraqueceram apesar dos bons números de vendas no setor, pois os investidores realizaram os lucros das altas recentes. Advantest baixou 3,5% e Tokyo Electron cedeu 2,4%.

 

A Japan Airlines, ou "JAL", continuou apenas em oferta a 1 iene no último dia de negociação antes de a empresa ser excluída da bolsa. As ações da Central Japan Railway já substituem as da JAL no índice Nikkei desde 22 de janeiro. Na semana, o índice perdeu 0,3% e no mês apresenta queda de 0,7%. No ano, o Nikkei 225 recuou 4%. As informações são da Dow Jones

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