Tóquio sobe 0,8% e Nikkei fecha em nova máxima em 20 meses

A Bolsa de Tóquio fechou em alta moderada, levando o índice Nikkei-225 a atingir nova máxima em 20 anos, com os investidores mantendo compras de papéis sensíveis à melhora da economia doméstica, como bancos, empreiteiras e varejistas. Mas os ganhos foram limitados por realizações de lucros que afetaram estaleiros e empresas de serviços financeiros, que registraram valorizações robustas nas sessões anteriores. O Nikkei-225 subiu 90,39 pontos (0,8%) e fechou em 11.361,51 pontos, renovando pelo segundo dia o nível máximo de fechamento desde junho de 2002. O Topix, índice de abrangência maior, terminou o dia em 1.116,75 pontos, com alta de 9,15 pontos (0,8%). "O que é realmente positivo para o mercado é que tanto ações de companhias dependentes do mercado externo como do ambiente local estão atraindo compras", comentou o estrategista-chefe da Okasan Securities, Tetsuya Ishijima. Sustentando a alta do índice Nikkei, o UFJ Holdings subiu 2,8% e o Mitsubishi Tokyo Financial, 2,9%. A Sumitomo Realty disparou 5% e a Mitsubishi Estate, 3,5%. Mas algumas empresas relacionadas ao setor de construção foram castigadas por realizações. A Kajima caiu 0,8%. Entre as varejistas, a Ito-Yokado subiu 2,6%, a Isetan 1,9% e a Seven-Eleven Japan, 1,1%. Do setor alimentício, o destaque foi a Myojo Foods, que avançou 5,1% e a Meiji Dairies, que terminou o dia com alta de 1,2%. Os papéis do Softbank caíram 0,70%, em virtude da preocupação de que os ativos da empresa sejam corroídos pelo pagamento de juros anuais de 2 bilhões de ienes para o empréstimo concedido pelo Citibank. O banco emprestou US$ 1,5 bilhão para o Softbank fortalecer seus negócios em banda larga.

Agencia Estado,

02 Março 2004 | 07h43

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