Tóquio sobe 1,8%

Mercado, no entanto, devolveu grande parte dos ganhos iniciais após o desapontamento dos investidores com novas medidas de flexibilização monetária anunciadas pelo Banco do Japão

Hélio Barboza, da Agencia Estado,

30 de agosto de 2010 | 08h03

A Bolsa de Tóquio fechou em alta, mas devolveu grande parte de seus ganhos iniciais enquanto os investidores realizavam lucros ante o desapontamento com as novas medidas de flexibilização monetária anunciadas pelo Banco do Japão (BoJ, banco central). As medidas foram consideradas insuficientes para enfrentar o problemas da deflação. O índice Nikkei 225 terminou com um ganho de 158,20 pontos, ou 1,8%, e fechou aos 9,149,26 pontos, depois de ter atingido a máxima intraday de 9.280,70 pontos.

O presidente do BoJ, Masaaki Shirakawa, antecipou o retorno de sua visita aos EUA e o comitê de política monetária do banco aprovou o afrouxamento da política monetária mediante a injeção de mais 10 trilhões de ienes em empréstimos de seis meses para o mercado financeiro, à taxa de apenas 0,1%, numa expansão de seu atual programa de empréstimos de três meses.

A Bolsa tinha sido duramente atingida pelos sinais de enfraquecimento da economia enquanto o iene se valorizava, prejudicando os exportadores. "O mercado esperava algo mais drástico, como uma flexibilização monetária em termos quantitativos em grande escala, como o banco fez no começo dos anos 2000", disse Susumu Kato, economista da Calyon Capital Markets Asia.

Quando as medidas do BOJ foram anunciadas, os investidores ficaram decepcionados, já que elas estavam em linha com o que já era previsto. "Os investidores estrangeiros adorariam ouvir que uma meta de inflação foi fixada", disse Matthew Lutter, diretor da corretora do BNP Paribas. Após o fechamento da Bolsa, Shirakawa disse que os riscos de desaceleração da economia estão aumentando mais do que os riscos de aceleração, e que a incerteza sobre o cenário econômico também está crescendo. As informações são da Dow Jones

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasTóquio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.