Total de empregos formais criados em 2004 é recorde

O número de empregos formais no País aumentou 1,86 milhão, em 2004. De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o total de empregos gerados no ano passado é recorde na série histórica da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) iniciada em 1985. Rais é uma declaração anual obrigatória que todos os estabelecimentos existentes no País devem informar ao Ministério do Trabalho. É uma espécie de censo anual do mercado formal de trabalho. VAGAS ABERTAS EM 2004Por faixa de idadePor grau de escolaridadeDe 16 a 1733.750Analfabeto-12.148De 18 a 24353.2694ª série incompleta-33.686De 25 a 29379.5724ª série completa-90.987De 30 a 39410.0458ª série incompleta52.593De 40 a 49411.9258ª série completa213.345De 50 a 64263.1782º grau incompleto192.30865 ou mais8.9762º grau completo1.192.966Ignorado1.934Superior incompleto114.475Total1.862.649Superior completo233.783 Total1.862.649Em comparação com 2003, o total de empregos teve um crescimento de 6,3%. Trata-se da segunda maior taxa de crescimento registrada pela série, só perdendo para 1986, quando atingiu 8,16%. Em 2003, o número de empregos formais criados foi de 861 mil. Nos dois primeiros anos do governo Lula a geração de novos postos de trabalho foi de 2,724 milhões de postos de trabalho.Em 2004 a massa salarial cresceu 7,6%, em decorrência do aumento do emprego. Com o aumento de 2004 o número de empregos formais informados pelos empregadores na pesquisa alcançou 31,408 milhões. Os estados que mais se destacaram na geração de empregos formais, em 2004, foram São Paulo (mais 525 mil postos de trabalho) e Minas Gerais (mais 194,7 mil). O único estado onde o emprego formal caiu foi Roraima, que teve uma perda de 4,4 mil postos de trabalho. O Ministério informou, no entanto, que o desempenho de Roraima foi prejudicado pela ausência das informações do setor da administração pública. Importância dos númerosOs dados da Rais referem-se a empregos formais para trabalhadores celetistas e estatutários. É, portanto, um dado mais completo do que o do Cadastro Geral de Empregos (Caged), também levantado pelo Ministério. Luiz Marinho comemorou o resultado."Nos últimos meses, enfrentamos um debate esquizofrênico da oposição nos acusando de manipular os dados do emprego a partir do Caged. A pesquisa Rais veio confirmar os números e mostrar que a geração de emprego foi ainda maior", disse ele.

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