Total de operações do ‘Minha Casa, Minha Vida’ soma R$ 39 bilhões

Segundo a Caixa, programa de habitação já contratou 686 mil moradias até o dia 15 deste mês 

Chiara Quintão, da Agência Estado,

21 de outubro de 2010 | 18h11

O total de operações da Caixa Econômica Federal nos moldes do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", incluindo subsídios e financiamentos, somou R$ 39 bilhões até 15 de outubro. O valor refere-se a contratação de 686.313 unidades, o correspondente a 68,63% do total de um milhão de moradias previstas nesta etapa do programa. Do total de unidades, 387.741 referem-se à faixa de até três salários mínimos de renda, 215.476 ao segmento de três a seis salários mínimos e 83.096 à fatia que contempla as famílias com renda de seis a dez salários mínimos.

Até 15 de outubro foram apresentados 6.095 projetos, o correspondente a 1.115.739 unidades. O valor total dos projetos é R$ 66,8 bilhões.

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, e a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, participam de cerimônia de assinatura de contratos para a construção de imóveis e obras de infraestrutura urbana dentro do programa habitacional, do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Pró-Moradia.

Em Guarulhos, as contratações da Caixa no programa somaram RS 549,4 milhões até 14 de outubro, com 8.192 unidades, de 21 projetos. O total de financiamento habitacional da Caixa para o município foi o valor recorde de RS 645 milhões, 28,7% a mais que em todo o ano de 2009.

Projeção para 2010

O número de contratações do programa "Minha Casa, Minha Vida" chegará próximo de um milhão de unidades até final de 2010, segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes. O ministro ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não assumiu "nenhum compromisso com qualquer data para a conclusão das contratações". Já a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, disse que a instituição mantém a expectativa de que o total de contratações do programa atingirá a meta de um milhão de moradias até dezembro.

Segundo o ministro, as contratações do programa realizadas pela Caixa devem ficar próximas de 885 mil unidades. O restante será feito pelo Banco do Brasil, pelas empreiteiras credenciadas para produzir para municípios com menos de 50 mil habitantes e pelas entidades de movimentos sociais também credenciadas no programa. O número inclui ainda as habitações rurais. Conforme a presidente da Caixa, se considerados nas contas da instituição os municípios com até 50 mil habitantes, o número de unidades contratadas pela Caixa chega a 930 mil.

Para o "Minha Casa, Minha Vida 2", o orçamento será de R$ 121 bilhões, dos quais R$ 71 bilhões referentes a subsídios, R$ 40 bilhões aos financiamentos previstos e R$ 10 bilhões de recursos para urbanização, saneamento e melhorias. Segundo Fortes, os recursos para urbanização correspondem a 1/3 dos R$ 30 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) para essa finalidade.

No novo programa habitacional serão contratadas 2 milhões de unidades, mas o número poderá chegar a 2,3 milhões ou 2,4 milhões, considerando as 300 mil ou 400 mil decorrentes da urbanização de favelas. Conforme o ministro, o projeto de lei que vai regulamentar as regras para a segunda edição do programa habitacional será encaminhado ao Congresso após a eleição. 

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