John Gress/Reuters
John Gress/Reuters

Toyota anuncia um novo recall de 1,53 milhão de carros

Montadora informou que veículos como Lexus e Avalon podem apresentar problemas[br]no sistema de freio

Associated Press, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2010 | 00h00

TÓQUIO

A japonesa Toyota anunciou ontem um novo megarecall no mundo. Dessa vez, serão afetados 1,53 milhão de Lexus, Avalon e outros modelos, a maior parte nos Estados Unidos e no Japão, por problemas no fluido dos freios e da bomba de combustível. A Toyota informou que receberá de volta 740 mil veículos para reparos nos EUA, e 599 mil no Japão. O restante está na Europa e em outros mercados mundiais. O recall não afeta o Brasil, segundo a montadora.

No ano passado, a Toyota chamou de volta mais de 10 milhões de carros e caminhonetes em todo o mundo por uma variedade de defeitos, desde pedais e tapetes do piso dos veículos que provocam o bloqueio do acelerador a falhas nos freios do seu híbrido Prius. Em agosto, a companhia chamou para recall 1,33 milhão de sedãs Corolla e Matrix nos Estados Unidos e no Canadá porque seus motores podiam parar de repente.

Desta vez, a maior parte dos veículos precisa corrigir um defeito do cilindro-mestre do freio, que pode gerar uma freagem menos potente, segundo o porta-voz da empresa, Paul Nolasco. Alguns modelos no Japão e em outros países - mas não na América do Norte - apresentam um defeito elétrico na bomba de combustível que pode causar a interrupção do funcionamento do motor, disse. Mas acrescentou que nenhum acidente foi noticiado em decorrência de ambos os defeitos.

Novo regime. Segundo Nolasco, a decisão de fazer o recall foi tomada no âmbito do novo regime de controle de qualidade da companhia, instituído nos últimos meses, em resposta às críticas de que ela demorou a resolver seus problemas de segurança. As mudanças incluirão a nomeação de um diretor para a área de qualidade, que chefiará as equipes regionais, que têm mais autonomia e podem contribuir diretamente para as decisões sobre recalls.

A Toyota recebeu há cinco anos as primeiras queixas a respeito dos dois problemas anunciados ontem, mas na época não existiam dispositivos para desencadear um recall, disse Nolasco. "Leva tempo para se reunir as provas para um recall", afirmou.

Segundo os analistas, a decisão de fazer o recall, apenas dois meses depois do feito nos carros Corolla e Matrix, parece sugerir que a Toyota tenta ser mais cuidadosa com as questões de segurança. "A imagem da Toyota sofreu porque ela não procurou tomar rapidamente as devidas medidas. Portanto, a empresa agora quer que sua resposta seja imediata", disse Ryuichi Saito, analista do setor automotivo da Mizuho Investors Securities, de Tóquio. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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