Toyota pagará multa recorde de US$ 16,4 mi aos EUA por problemas em pedal

Valor é a maior penalidade civil já imposta a uma montadora num caso como esse

Marcílio Souza, da Agência Estado,

19 de abril de 2010 | 09h49

O Departamento de Transportes dos EUA disse que a montadora japonesa Toyota Motor concordou em pagar uma multa de US$ 16,4 milhões para encerrar extrajudicialmente a queixa de que não teria informado aos reguladores de segurança das rodovias federais sobre os defeitos potencialmente perigosos em seus pedais de aceleração.

 

A multa é a maior penalidade civil já imposta a uma montadora num caso como esse.

 

O secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood, disse em comunicado nesta segunda-feira que seu departamento ainda está investigando se a Toyota cumpriu com todas as suas obrigações de divulgação de informações relacionadas às preocupações com a segurança que levaram ao recall de mais de 8 milhões de veículos em todo o mundo.

 

A Toyota não admitirá ter agido incorretamente como parte do acordo, disse um representante do Departamento. Mas LaHood, em comunicado, afirmou que a montadora "admitiu a responsabilidade por ter violado suas obrigações legais de reportar quaisquer defeitos prontamente".

 

A Toyota está enfrentando numerosos processos civis relacionados à forma como lidou com os problemas que reguladores, consumidores e advogados dizem ter provocado alguns acidentes fatais. A companhia também está sob investigação da SEC (CVM norte-americana) e de um júri em Nova York.

 

Em um novo embaraço para a companhia, a Toyota foi forçada a parar a produção do utilitário de luxo Lexus GX 460 por causa de um problema com o sistema eletrônico de controle e avalia se terá de fazer um recall do modelo.

 

As ações da Toyota caíram quase 2% em Tóquio, nesta segunda-feira. A decisão da montadora de pagar a multa não a libera de potencial responsabilidade nos processos abertos após aceleração indesejada em veículos Toyota e Lexus, afirmou o representante. As informações são da Dow Jones.

 

(Com Reuters)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.