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Trabalhador da Natura quer mudar programa de metas

Os funcionários da Natura estão desde a última terça-feira em estado de greve, segundo informação do Sindicato dos Químicos Unificados. A produção da companhia de cosméticos em Cajamar (SP) não chegou a ser paralisada. A decisão foi tomada em assembléia realizada na noite de segunda-feira porque a empresa teria ignorado a pauta de reivindicações preparada pelos trabalhadores e apresentada há 30 dias, diz o sindicato. O setor tem como data-base de reajuste salarial o dia 1º de novembro.Os funcionárioss reivindicam reajuste salarial com aumento real de 5%, mais reposição da inflação. Além disso, eles pedem mudanças no programa de Gerenciamento de Produtividade Total, conhecido como TPM (sigla do programa, em inglês).O diretor da regional de Osasco do Sindicato, Paulo Soares Correia, disse à Agência Estado que a empresa impôs, sem qualquer possibilidade de discussão, pesadas metas de produção por conta do TPM. Além disso, a companhia teria "pressionado" os funcionários a acatar o programa, demitindo todos aqueles que estavam se queixando das metas, diz o sindicalista. "Em vez de abrir negociações, a política da Natura foi de endurecer, com advertências e demissões", disse Correia.Procurada, a Natura informou apenas, por meio de nota à imprensa, que "não tem a compreensão do que está sendo denominado ''estado de greve'' pelo sindicato. "Estamos, sim, dialogando com seus representantes sobre pontos específicos indicados por eles. Estivemos com o sindicato, e as conversas estão em curso. Teremos nova conversa na próxima segunda-feira para dar andamento aos assuntos", declarou a companhia.

TÉO TAKAR, Agencia Estado

11 de outubro de 2007 | 18h46

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