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Trabalhador usará 13º salário para pagar dívidas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira o levantamento do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), revelando que 55% dos trabalhadores pretendem gastar seu 13º salário para o pagamento de dívidas. Dos 2.000 entrevistados, 34% daqueles que possuem idade entre 16 e 24 anos pretendem usar todo o dinheiro recebido no pagamento de dívidas ou financiamentos feitos neste ano. Ainda de acordo com a sondagem feita pela CNI, 16% dos entrevistados pretendem poupar o dinheiro e apenas 9% deles pretendem gastá-lo todo com as compras de Natal. As dívidas contraídas pelos entrevistados constituem-se sobretudo de compra financiada de bens (43% do total). Em segundo lugar, com 23%, estão aquelas pessoas que contraíram dívidas com empréstimo pessoal. Entre as pessoas que possuem rendas mais altas, os gastos com cartões de crédito representam 20% dos compromissos a serem quitados com o 13º.Inadimplência em altaO resultado do estudo da CNI pode ser justificado pela alta dos índices de inadimplência. Um estudo da Serasa - Centralização dos Serviços Bancários -, divulgado hoje, revelou que entre janeiro e setembro de 2001, comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento no volume de protestos em geral - pessoas físicas e jurídicas - foi de 35,3%. Foram 5,5 milhões de protestos nos nove primeiros meses deste ano, contra 4,1 milhões entre janeiro a setembro de 2000.Especificamente para os títulos de pessoa física, a elevação foi de 86,4%, no mesmo período. Segundo o estudo, é preciso destacar que a expressiva alta decorreu também da sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, que agora estão sendo levados pelos credores de uma vez aos Cartórios. Isso porque eles foram estimulados pela legislação em vigência que estabeleceu que, no Estado de São Paulo, custo da cobrança é do devedor. Sem computar estes protestos de pessoas físicas feitos no Estado de São Paulo, a evolução no restante do País atingiu 18,5% no período de janeiro a setembro de 2001, em relação ao mesmo período de 2000. Veja no link abaixo como o inadimplente deve regularizar sua situação e limpar seu nome.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2001 | 14h23

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