Trabalhadores aprovam proposta da GM

Os 9 mil trabalhadores da General Motors de São José dos Campos aprovaram a proposta de investimentos de cerca de US$ 500 milhões na unidade do Vale do Paraíba, gerando para a região, nos próximos dois anos, pelo menos 1.500 novos empregos e colocando um ponto final na batalha travada com o Sindicato do Metalúrgicos.Os operários votaram favoravelmente ao acordo feito com a empresa, em duas reuniões, que tiveram início na manhã de quarta-feira e duraram 13 horas. Ficou acertado que a empresa pagará salário inicial de R$ 1.200 aos 600 novos contratados para a linha do Corsa e também pagará todas as horas extras, não sendo realizado o banco de horas, amplamente rejeitado pelos sindicalistas. A proposta prevê que a jornada poderá ser prorrogada no limite de uma hora diária, de segunda a sexta-feira, sendo paga como hora extra. Aos sábados, a jornada poderá ocorrer no limite de dois por mês, em sábados alternados, também sendo paga como hora extra.Foi incluída uma cláusula que determina que as horas extras realizadas acima de 29 horas por mês serão pagas com adicional de 75%, de segunda a sábado, e de 130% nos domingos e feriados, até o limite de oito horas diárias. Os 600 operários novos terão contrato de um ano, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Desde janeiro, quando o sindicato recusou o investimento para a ampliação da produção do Corsa na unidade, implantando o segundo turno, foi iniciada uma batalha entre sociedade e sindicato. Empresários, políticos e a igreja católica, em conjunto com uma comissão de funcionários da GM, engrossaram uma campanha para que a cidade ficasse com os investimentos previstos para até 2010, com a produção de um novo carro. " O que conquistamos mostra que é possível resistir à idéia de que só com banco de horas e redução de direitos há criação de empregos", disse o diretor do sindicato, Vivaldo Moreira.

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