Divulgação
Divulgação

Trabalhadores da BRF fazem ato contra proposta de reajuste salarial nesta 3ª

Reajuste seria inferior à inflação; empresa alega que mudou modelo de remuneração

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2016 | 18h55

Os trabalhadores da BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, farão nesta terça-feira, 10, um protesto contra os reajustes salariais oferecidos pela empresa. O protesto, convocado pela Confederação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação,  está marcado para às 10h na sede da Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação, em São Paulo.

Segundo assessor do Dieese para confederação de trabalhadores, Alexandre de Moraes, a empresa estaria oferecendo reajustes salariais inferiores à inflação. Para a data base de novembro, por exemplo, a indústria teria oferecido reajuste de 5,5% contra uma inflação de 11% acumulada no período.

Ele informa que há 35 fábricas espalhadas pelo País que empregam 110 mil trabalhadores. As negociações são feitas regionalmente. Até agora, segundo ele, não teria sido fechada a renegociação de salários com data-base em  novembro do ano passado.

O consultor do Dieese destaca que oferta da empresa está muito aquém do seu desempenho. A companhia encerrou 2014 com crescimento de 40% no lucro, apesar do cenário de recessão na economia.

O presidente da confederação de trabalhadores, Artur Bueno, não descarta a possibilidade de paralisações. 

Em nota, a BRF informa que mudou seu modelo de remuneração em 2015, estendendo uma prática que já era usada em 2014 para gestores e setor comercial.  Ainda de acordo com a empresa, o novo método prioriza a meritocracia e resultados da unidade a que o funcionário pertence.

Mais conteúdo sobre:
BRFSadiaPerdigãoDieese

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.