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Trabalhadores da Coca-Cola param fábricas na Venezuela

Centenas de trabalhadores e ex-trabalhadores da subsidiária da Coca-Cola na Venezuela bloquearam o acesso a plantas de engarrafamento e depósitos da empresa para exigir o pagamento de benefícios supostamente devidos a funcionários demitidos. Apoiados por uma comissão legislativa, os trabalhadores também exigem o pagamento de indenizações por demissão sem justa causa que não foram pagas pela empresa."Estamos reclamando há anos e não nos dão resposta. Se, em três dias, não nos atenderem, vamos pedir ao governo que exproprie a empresa", disse à BBC Brasil Luis Blanco, coordenador de uma comissão de ex-trabalhadores.A deputada Iris Varela, que, junto com outros legisladores, apóia a manifestação, concorda com os trabalhadores. Em entrevista ao canal de televisão estatal, ela afirmou que se a empresa não honrar o pagamento das dívidas "deve ser expropriada".Bloqueio "ilegal"Por meio de um comunicado, a segunda maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo informou que os manifestantes estavam mantendo três plantas engarrafadoras e centros de distribuição de todo o país "bloqueados ilegalmente".Luis Blanco que, com centenas de trabalhadores e ex-trabalhadores se manifestavam na sede administrativa da empresa em Caracas, afirma que o bloqueio permanecerá por tempo indeterminado.Os portões da sede da empresa em Caracas foram trancados com cadeados. "Daqui, não sai nenhuma garrafa até que determinem a data do nosso pagamento", afirmou Blanco, que trabalhou na empresa durante nove anos.De acordo com os trabalhadores, a dívida total contraída pela empresa com ao menos 10 mil ex-trabalhadores gira em torno de 1,3 e 2,8 milhões de dólares.No comunicado, a Coca-Cola Femsa diz que os tribunais locais declararam como "improcedentes" as reclamações dos trabalhadores. Destaca também que os protestos vão contra a empresa - que emprega mais de sete mil venezuelanos - e a "segurança jurídica e econômica do país?.Os ex-trabalhadores comentam que a maioria dos trabalhadores da empresa se solidarizaram com a ação. "Mais de sete mil companheiros nos apóiam porque também sofrem com a precariedade das condições de trabalho a que nos submete a empresa", disse Victor Alvarado Curado, que cozinhava o jantar junto com outros ex-trabalhadores e se preparava para passar sua primeira noite na frente da empresa. "Daqui não saímos. Vamos seguir lutando", disse.

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