Trabalhadores da construção protestam por melhores condições de trabalho

Sintracon-SP e Força Sindical pedem maior fiscalização do governo contra acidentes e mortes

Gustavo Ferreira, do Economia & Negócios

26 de abril de 2013 | 12h39

SÃO PAULO - Centenas de trabalhadores da construção civil entraram em greve por um dia e realizaram protesto na manhã desta sexta-feira, 26, contra acidentes de trabalho. Eles percorreram ruas do centro de São Paulo e chegaram a interditar a rua Martins Fontes, onde fica a Delegacia Regional do Trabalho.

O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) e pela Força Sindical. O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, defende maior fiscalização do trabalho realizado pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes, as Cipas.

 

De acordo com ele, governo federal, empresários e trabalhadores precisam se unir para diminuir a incidência de mortes, acidentes e doenças contraídas nos canteiros de obras.

"É necessário cobrar e acompanhar o trabalho das pessoas encarregadas de preservar o trabalhador", disse. "Além do custo social dos danos à saúde dos trabalhadores, existe ainda o custo econômico gerado para a construção civil quando um trabalhador fica doente".

Os manifestantes reclamam da omissão do governo. Nos últimos dez anos, alegam, o número de trabalhadores da construção pulou de 1,7 milhão para mais de 3,5 milhões. O volume de fiscais do Ministério do Trabalho, no entanto, não teria crescido no mesmo ritmo. 

O ato durou até por volta do meio-dia, quando a rua Martins Fontes começou a ser liberada.

Neste domingo, 28, será celebrado em todo o mundo o Dia em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho. A Força e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo devem se reunir para debater o tema em suas sedes. Não estão programadas novas manifestações.

Emprego. A expansão do emprego na construção civil está crescendo em ritmo menor, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). No primeiro trimestre deste ano, foram abertas 76 mil vagas no setor, quase 40% menos em relação a igual período de 2012 (123 mil vagas).

Apesar da desaceleração, o estoque de trabalhadores empregados até março deste ano em todo País era de 3,450 milhões.

Sergio Watanabe,presidente do Sinduscon-SP, atribui a desaceleração ao menor ritmo de investimentos. Ele acredita que essa tendência se mantenha nos próximos mesas e pondera que o nível de emprego no setor ainda é elevado.

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