Trabalhadores da Eletrobrás rejeitam proposta e mantêm greve

Funcionários exigem que a empresa pague Participação por Lucros e Resultados (PLR), como ocorreu na Petrobrás; paralisação, que teve início em 1º de junho, segue por tempo indeterminado

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 19h40

Após assembleia na manhã desta segunda-feira, os trabalhadores da Eletrobras decidiram permanecer em greve após rejeitar a proposta apresentada pelo governo. O movimento, iniciado desde o início do mês, exige que a empresa pague Participação por Lucros e Resultados (PLR), como ocorreu na Petrobras, a despeito do prejuízo registrado no exercício de 2014. O resultado da assembleia no Rio contraria as deliberações de outras bases do Sistema Eletrobras, que engloba subsidiárias em todo o País, o que pode levar a empresa a questionar o resultado da votação.

"Há o risco de questionamento judicial, uma vez que outras bases aprovaram a proposta. Deixamos claro que há um esgarçamento das negociações, chegou-se a um limite. A proposta apresentada pela empresa é aquém do que desejamos, mas foi uma proposta que resultou de uma discussão e trabalho conjunto. Há outras questões a discutir, como gestão financeira, uso indevido, mas sabemos a situação da empresa", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia-RJ), Jorge Luiz Vieira da Silva.

Com cerca de 18 mil trabalhadores,  a base do Rio de Janeiro representa um terço de todos os trabalhadores da Eletrobras. Na assembleia, entretanto, apenas cerca de 860 trabalhadores participaram da votação, sendo 492 contrários à proposta apresentada pela empresa estatal. Na avaliação do presidente do sindicato, a tendência é que a empresa retire a proposta apresentada na última semana para pressionar os trabalhadores a retomar as atividades.

A greve teve início no dia 1º de junho, tendo como pauta a definição de uma política de pagamento de participações em lucros e resultados. Os trabalhadores exigiram que fossem pagos benefícios referentes aos resultados operacionais, como ocorreu na Petrobras. O argumento, como na petroleira, era que as metas operacionais foram alcançadas e que os prejuízos registrados em balanço teriam sido decorrentes de má gestão financeira.

A proposta apresentada pela empresa previa o pagamento de resultados para o exercício de 2014, e uma série de critérios para definir o pagamento nos próximos anos.

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