Trabalhadores da França fazem greve contra reformas

Dezenas de milhares de trabalhadores franceses realizam um dia de greve hoje com várias manifestações pelas ruas do país. Eles protestam contra o plano do presidente Nicolas Sarkozy de elevar a idade para a aposentadoria para acima dos atuais 60 anos. Pesquisas mostram que a maioria dos eleitores se opõe à reforma. Estão reunidos milhares de trabalhadores em várias cidades. Em Paris, há expectativa para saber se a forte chuva pode afetar o comparecimento para um protesto marcado ainda para hoje.

GABRIEL BUENO, Agencia Estado

27 de maio de 2010 | 10h29

Informações iniciais pelo país sugerem que os organizadores estavam perto dos números atingidos em um dia similar de protestos, em 23 de março. Na ocasião, os sindicatos estimaram o comparecimento em 800 mil pessoas, enquanto a polícia contou 350 mil pessoas. "Nós estamos a caminho de alcançar ou passar a marca de um milhão de manifestantes", afirmou François Chereque, líder do sindicato CFDT, em Paris. Segundo o governo, 11,6% dos funcionários públicos estavam em greve ao meio-dia (hora local). Em março, na mesma hora 17,4% desses servidores estavam de braços cruzados.

O transportes público era pouco afetado pela paralisação nacional. Três quartos dos trens regionais e todos os trens rápidos TGV estavam funcionando normalmente, com apenas atrasos menores em alguns trens da capital. Os controladores do setor aéreo fizeram paralisações para apoiar o protesto nacional. O Ministério dos Transportes informou que 30% dos voos do Aeroporto de Orly, em Paris, haviam sido cancelados. No Aeroporto Charles de Gaulle, também na capital, o índice de cancelamentos era de 10%.

Bernard Thibault, líder do CGT, maior central sindical do país, pediu uma "dia de resistência", em entrevista à rádio Europe 1. Caso a mobilização seja menor que a de março, isso será visto como uma vitória do governo. Como boa parte da Europa, a França tenta cortar seu grande déficit público. O governo argumenta que medidas como reformar o sistema previdenciário e atrasar a idade para aposentadoria ajudarão a controlar a dívida pública. As informações são da Dow Jones.

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