Trabalhadores da GM em São Paulo voltam a fazer greve

Metalúrgicos discordam da proposta feita pelas montadoras de 6,53% de reajuste e abono de R$ 1.750,00

AE,

18 de setembro de 2009 | 11h56

Em assembleia realizada nesta sexta-feira, 18, os trabalhadores da General Motors (GM) de São José dos Campos e de São Caetano do Sul decidiram entrar em greve novamente. Nesta última quinta-feira, 17, reunião promovida entre a montadora e os sindicalistas terminou sem acordo. Trata-se da quarta paralisação dos metalúrgicos desde o último dia 10. Juntas, as duas fábricas produzem 620 mil carros por ano e possuem cerca de 16 mil trabalhadores, segundo nota do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

 

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Os trabalhadores discordam da proposta feita pelo Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea), que representa as montadoras, de 6,53% de reajuste (variação da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, mais 2% de aumento real) e abono de R$ 1.750,00 - valor R$ 250,00 maior que o sugerido anteriormente. A reivindicação dos trabalhadores é de 14,65% de reajuste salarial. Eles também pedem a suspensão das demissões de dois diretores do Sindicato, Sebastião Francisco Ribeiro e Eliane dos Santos.

 

Na tarde desta sexta-feira acontece uma nova audiência de conciliação entre o Sindicato e a GM no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas. Será uma nova tentativa de acordo entre as partes. A audiência será presidida pelo desembargador Luiz Antonio Lazarim, presidente do TRT. O resultado será levado em assembleia para os trabalhadores na próxima segunda-feira, 21.

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