Trabalhadores da GM fazem concessões para tentar salvar empregos nos EUA

Entre as medidas acordadas, está o compromisso de não fazer greve até 2015.

BBC Brasil, BBC

29 de maio de 2009 | 21h21

Três quartos dos trabalhadores da montadora americana GM concordaram, nesta sexta-feira, com uma série de concessões para tentar manter o maior número possível de empregos na empresa.

O sindicato UAW (United Auto Workers) disse que 74% dos 54 mil filiados votaram a favor do acordo.

Entre as concessões, está o compromisso de não entrar em greve até 2015. A maioria dos trabalhadores concordou também em congelar seus salários e bônus e cortar benefícios de saúde para aposentados.

O sindicato diz que as concessões devem gerar uma economia anual entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,3 bilhão.

Concordata

Em troca, os sindicatos devem receber 17,5% da GM quando a montadora ressurgir da concordata como uma nova e menor empresa.

Apesar do acordo desta sexta-feira, a GM deve anunciar o fechamento de 21 mil vagas de trabalho e 14 fábricas. A empresa ainda deve anunciar onde serão os cortes.

O plano é que a empresa se reestruture com menos custos de produção, dívidas muito menores e menos fábricas, modelos, marcas e concessionárias.

O processo de concordata, supervisionado judicialmente, deve começar na segunda-feira.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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