Thanassis Stavrakis/AP
Thanassis Stavrakis/AP

Trabalhadores da Grécia fazem greve contra reformas econômicas

Reformas econômicas precisam ser feitas para que o país satisfaça os credores internacionais; paralisação de 24 horas afeta o setor privado e o público, devendo causar problemas em voos, hospitais, no transporte público e nos serviços do governo

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2015 | 10h10

ATENAS - Os trabalhadores da Grécia realizam uma greve nesta quinta-feira pela segunda vez em três semanas, em protesto contra as reformas econômicas que o país precisa introduzir para satisfazer os credores internacionais.

A paralisação de 24 horas foi convocada pelas duas maiores confederações sindicais gregas, a GSEE e a ADEDY, que representam o setor privado e o público, respectivamente. A greve deve causar problemas em voos, hospitais, no transporte público e nos serviços do governo. Várias marchas serão realizadas no centro de Atenas, convergindo para a Praça Sintagma, onde fica o Parlamento.

As manifestações contra a coalizão no governo há dois meses têm aumentado, com a Grécia sob pressão dos credores para adotar reformas prometidas, como mudanças em seu sistema previdenciário. As medidas para cortar gastos são condições para a liberação de mais fundos do novo pacote de ajuda de 86 bilhões de euros (US$ 91,06 bilhões) para a Grécia, fechado entre Atenas e os demais governos da zona do euro, que são os principais credores do país.

A central GSEE disse que havia a intenção de colocar o fardo da crise e do acordo de resgate "sobre os ombros dos fracos". Os sindicalistas prometiam lutar até conseguir reverter "os novos planos catastróficos para a sociedade e a economia".

Os serviços de ônibus, trem e bondes são afetados, bem como os voos no Aeroporto de Atenas. Os hospitais operarão em esquema de plantão e os serviços de ferry não funcionam. Advogados e professores de Ensino Médio também participam da paralisação.

Não está ainda claro quando a reforma no sistema previdenciário deve ser levada ao Parlamento. As medidas ainda precisam ser definidas pelo governo grego, formado pelo partido de esquerda Syriza, do primeiro-ministro Alexis Tsipras, e por seu parceiro de direita Gregos Independentes. As negociações sobre algumas medidas, entre elas a redução nas proteções contra despejos para aqueles que têm dívidas em financiamentos imobiliários, reduziram a maioria governista no Parlamento para apenas três cadeiras. 

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