Trabalhadores da LG entram em greve em Taubaté

Cerca de 1.400 trabalhadores da unidade da LG Electronics, em Taubaté, no Vale do Paraíba, pararam a produção na fábrica de monitores e celulares. A greve, por tempo indeterminado, é para reivindicar, segundo o sindicato, a implantação de uma estrutura salarial que resolva a questão das distorções das remunerações dos trabalhadores. A paralisação também foi motivada pela demissão de 60 funcionários na manhã de ontem. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, trata-se de uma atitude arbitrária da direção da empresa com o objetivo de desmobilizar o Comitê Sindical de Empresa da LG. "Não vamos aceitar este tipo de postura e tal atitude não vai conseguir enfraquecer a organização dos trabalhadores". A pauta dos trabalhadores também envolve outros pontos, como contrato de trabalho temporário e terceirizações que a empresa têm realizado nos últimos anos. "Os trabalhadores não tiveram outra opção a não ser partir para a mobilização, para que a empresa negocie estas reivindicações. A greve reflete nada mais que a insatisfação do trabalhador com a empresa". A LG Electronics de Taubaté tem cerca de 1.900 funcionários e produz monitores e aparelhos de telefone celular. Na tarde de ontem, enquanto os trabalhadores se reuniam em assembléia, a empresa demitiu, por meio de telegrama, outras doze pessoas, que exerciam a função de dirigentes do Comitê Sindical de Empresa, segundo informou o comitê. Até a publicação deste texto, a assessoria de imprensa da LG não havia se manifestado.

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