Trabalhadores da Mercedes-Benz e da Toyota rejeitam a proposta de reajuste de 10,5%

Os trabalhadores querem alcançar neste ano um percentual de 13,8%, segundo informou o presidente do sindicato, Jair dos Santos

Tatiana Fávaro,

17 de setembro de 2010 | 18h08

Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região passaram o dia em negociação para buscar um acordo para os trabalhadores da Mercedes-Benz, de Campinas, e a Toyota, de Indaiatuba. Até o fim da tarde desta sexta-feira, segundo dia de greve nas duas unidades, não tinham chegado a um acordo. Os funcionários rejeitaram a proposta patronal de reajuste de 10,5%. O maior reajuste dos últimos dez anos ocorreu no ano passado e foi de 10%. Os trabalhadores querem alcançar neste ano um percentual de 13,8%, segundo informou o presidente do sindicato, Jair dos Santos

"As fábricas estão paradas, em processo de negociação, esperando propostas para ver se na semana que vem os trabalhadores conseguem aprovar alguma coisa ou se a greve continua", afirmou Santos. A Toyota tem cerca de 2 mil funcionários e a Mercedes, 800.

Segundo o sindicato, 100% da produção está paralisada. A Mercedes informou, por meio de assessoria, que a paralisação é parcial, mas não soube informar o número de funcionários que estão parados e quantos estão trabalhando. A empresa informou ainda que não se pronunciará durante as negociações. A reportagem não conseguiu um posicionamento da Toyota.

Os trabalhadores da Honda, em Sumaré, aprovaram na terça-feira, 14, acordo com reajuste salarial de 10,5%, sendo 4,20% de reposição da inflação e 5,95% de aumento real. A Honda informou, por meio de assessoria, que seus funcionários ficaram apenas em estado de greve, mas a linha de produção não parou.

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