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Trabalhadores da Petrobrás se negam a embarcar em plataformas no ES

No último dia 11, uma explosão no navio-plataforma Cidade de São Mateus deixou seis mortos e três desaparecidos na região

Fernanda Nunes, Agência Estado

20 Fevereiro 2015 | 12h33

Trabalhadores da Petrobrás, terceirizados e próprios, decidiram nesta sexta-feira, 20, em assembleia não embarcar em plataformas instaladas no litoral do Espírito Santo, onde, no último dia 11, uma explosão no navio-plataforma Cidade de São Mateus deixou seis mortos e três desaparecidos, até agora. 

"Enquanto não houver segurança, não vai subir ninguém", protestam os petroleiros no aeroporto de Vitória (ES), segundo informação divulgada pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) em sua página no Facebook. 

O protesto conta com a presença de 70 trabalhadores, que, segundo o sindicato, reivindicam "um basta aos acidentes no sistema Petrobrás". A avaliação é de que é preciso rever a política de segurança da empresa. 

"Em seus relatos, eles contam que há situações de risco dentro das plataformas. Na P-58, por exemplo, um dos casos mais graves é o não atendimento à NR-10, que trata da segurança dos sistemas elétricos. Os painéis não estão vedados devidamente para evitar a entrada de gás. Outro problema sério apontado pelos trabalhadores é o vazamento de produtos químicos, altamente nocivos à saúde do trabalhador", informa o Sindipetro-ES. 

A direção do sindicato e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), de âmbito nacional, vão se reunir hoje com representantes do Ministério do Trabalho para tratar dos trabalhos da comissão de investigação do acidente ocorrido no navio-plataforma Cidade de São Mateus. 

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