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Trabalhadores de Belo Monte entram em greve

A principal reivindicação é a melhoria das condições de trabalho

Economia & Negócios,

23 de abril de 2012 | 11h46

Os trabalhadores do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pelas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte na Volta Grande do Xingu em Altamira do Pará, decidiram entrar em greve a partir de hoje por tempo indeterminado. Após duas rodadas de negociações as partes não entraram num acordo.

A principal reivindicação é a melhoria das condições de trabalho. Eles pedem ainda elevação do valor da cesta básica, atualmente em R$ 95, e a redução do intervalo entre os períodos de folga - que hoje é de seis meses.

No final da semana passada, a assessoria de imprensa do CCBM disse que "por enquanto, não haverá divulgação de nenhuma ação" com relação à greve e que no "momento se restringe a rotinas administrativas".

Essa é a segunda vez que os trabalhadores páram nesse ano. A primeira interrupção das obras aconteceu entre o fim de março e início de abril e foi marcada por atritos entre policiais militares e trabalhadores.

Na última rodada de negociação, o CCBM sugeriu manter os seis meses entre os recessos para os trabalhadores visitarem as famílias, não reduzindo o tempo de baixada. O aumento proposto para o vale-alimentação foi de R$ 90 para R$ 110. Os trabalhadores pedem R$ 300. "Esses dois pontos já são atendidos em outros empreendimentos da região porque só aqui no da Belo Monte não pode ser atendido?" questionou na semana passada o vice-presidente do Sindicato, Roginel Gobbo.

A assessoria de imprensa do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse na sexta-feira, 20, que o governo teria conversado com algumas construtoras de Belo Monte e que a expectativa era de um acordo. "A postura do governo é estimular o diálogo conversando com os dois lados", disse. Ainda de acordo com a assessoria, o governo não vai intervir nas questões trabalhistas.

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