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Trabalhadores de Belo Monte põem fim à greve geral

Usina estava totalmente parada desde terça-feira; operários aceitaram 11% de reajuste salarial e outros benefícios

FÁTIMA LESSA , ESPECIAL PARA O ESTADO / CUIABÁ, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2013 | 02h09

Em assembleias-gerais simultâneas realizadas na manhã de ontem em todos os canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará - sítios Pimental, Belo Monte, Canais e Diques, Bela Vista e as obras de infraestrutura da usina -, os trabalhadores decidiram encerrar a greve geral iniciada terça-feira. A paralisação teve como principal reivindicação o reajuste salarial.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav-PA), Rogineu Gobbo, avaliou como positivo o resultado das negociações. Segundo ele, os trabalhadores decidiram aceitar a contraproposta do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) de reajuste salarial de 11% para os trabalhadores das áreas de execução, técnica e encarregados.

Para os cargos de supervisor e gerente, o aumento chega a 6,5%; reajuste de 12% na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), de 25 horas/mês para 28 horas/mês; e reajuste de 25% a 30% no valor da cesta básica. Entre as reivindicações atendidas, o Sintrapav/PA contabiliza também o recesso de 15 dias no fim de ano. Hoje existem 27 mil trabalhadores na usina. A rei vindicação era de 15% de reajuste.

Grande parte dos operários retomou ontem mesmo as atividades e a expectativa é de que hoje 100% dos trabalhos voltem ao normal. Segundo Gobbo, ficou acertado que não haveria desconto caso os trabalhadores retornassem imediatamente ao trabalho. De acordo com o consórcio CCBM, as obras civis do empreendimento já chegam a quase 50% do total.

Histórico de paralisações. A greve que durou três dias e atingiu 100% as operações da usina foi a 17.ª paralisação enfrentada pelo empreendimento desde que começou ser erguido em junho de 2011. A Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina, estima prejuízo de R$ 12 milhões por dia parado ou R$ 360 milhões por mês. Em abril, o Consórcio Construtor Belo Monte admitiu pela primeira vez que o cronograma pode ser afetado.

A greve ganhou adesão aos poucos. No dia 9, os trabalhadores pararam as obras do Sítio Pimental. No dia 12, as obras foram paralisadas no sítio Belo Monte. No dia 14, a Justiça proibiu que os operários bloqueassem o acesso ao sítio Belo Monte. Para garantir o cumprimento da decisão, a Força Nacional foi convocada para reforçar a segurança no local. A Polícia Militar também foi chamada. Na terça-feira, todos os trabalhadores haviam aderido à paralisação.

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