Trabalhadores de Petroquímicas ameaçam mobilização no RS

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Triunfo (Sindipolo-RS) convocou assembléias para a próxima semana, para definir mobilizações contra a proposta da indústria em relação à data-base. Em reunião nesta quarta-feira, as indústrias de segunda geração petroquímica (Braskem, Ipiranga Petroquímica, Innova, Petroquímica Triunfo, Oxiteno, DSM, Borealis), com data-base em novembro, ofereceram reajuste salarial de 5,15% ante reivindicação de 8,22%, feita pelos trabalhadores do Sindipolo.Caso não haja entendimento entre patrões e empregados até a próxima semana, serão definidas mobilizações, que irão desde atraso no início das atividades até a paralisação total das fábricas, afirma o presidente do Sindipolo, Carlos Eitor Machado Rodrigues.A Copesul, central de matérias-primas do pólo, única companhia de primeira geração do complexo industrial, tem data-base em setembro. A negociação com a empresa, cujo reajuste de 6,5% foi rejeitado, está parada há 20 dias.RecusaRodrigues avalia que os índices oferecidos não serão aceitos pelos trabalhadores. "Os petroleiros fecharam com índices entre 8,5% e 12%; os químicos e petroquímicos de SP, com índice de 8% a 10% de reposição salarial, conforme a empresa", compara. "Estamos negociando e já apresentamos às empresas índices que estão dentro da realidade e que entendemos que seriam justos. Mas se elas insistirem num percentual que sequer repõe a inflação do período, não nos restará outra alternativa", frisa Rodrigues.Os trabalhadores reivindicam ainda 10% relativos a produtividade e aumento real, um salário de abono, manutenção das conquistas do atual Acordo Coletivo, defesa do emprego, melhorias na saúde, segurança e meio ambiente, assistência médica aos aposentados, auxílio educação, combate ao assédio moral, seguro aposentado e unificação da data-base entre as empresas do pólo.

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