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Trabalhadores discutem plano de contingência da Varig

Representantes dos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) estão reunidos desde o início da manhã desta terça-feira com o presidente da Varig, Marcelo Bottini. Segundo um dos coordenadores do TGV, Rodrigo Marocco, no encontro será discutida a implementação do plano de contingência para a companhia área, que na segunda-feira teve a venda aprovada pela Justiça para o consórcio liderado pelos trabalhadores.Ele lembrou que várias aeronaves da empresa estão sob ameaça de arresto pela Justiça americana. Por isso, o plano prevê que, das 40, 19 fiquem sem operar neste momento. "Estamos trabalhando para ter uma malha mais próxima da realidade", disse Marocco, que participa do encontro.O outro coordenador do TGV, Marcio Marsilac, se reúne na manhã desta terça-feira com técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) para discutir a possibilidade de obter um financiamento que possibilite o pagamento do sinal de US$ 75 milhões exigido pela Justiça. Marocco explica que os investidores que dão garantia à proposta podem não ter tempo para "monetizar" seus recursos no Brasil num prazo pequeno, por isso o TGV tentará negociar com o BNDES a liberação de recursos. Proposta aceita Na última segunda-feira, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, homologou a compra da Varig pelo TGV. Na verdade, este foi um ultimato da Justiça para que a Empresa Nova Varig (NV), criada para representar o TGV no leilão da companhia, consolide a operação. Isso porque, até sexta-feira, o TGV deverá depositar a primeira parcela, de US$ 75 milhões (cerca de R$ 169 milhões) para efetivar a compra. Caso contrário, será imediatamente programado um novo leilão.Marsillac afirmou que, se não houver tempo hábil para que os investidores que fazem parte do consórcio NV liberem os recursos necessários para o pagamento do sinal de US$ 75 milhões até sexta-feira, o TGV negociará um empréstimo-ponte com o BNDES.Ayoub não revelou quem é o investidor por trás do consórcio NV, já que o TGV não tem recursos capazes de honrar o negócio. Entretanto, frisou que o grupo prestou todos os esclarecimentos exigidos pela Justiça. Além disso, ele revelou que esteve em reunião com os dois investidores que participarão do consórcio NV Participações, vencedor do leilão da Varig. "A nosso juízo, foram satisfeitas as demandas. Torcemos agora para que esse grupo ´maravilhoso´ dessa empresa ´maravilhosa´ consiga salvar a Varig", afirmou.As debêntures, títulos que seriam usados como parte do pagamento do TGV pela companhia aérea, serão substituídas por aportes financeiros dos novos investidores, outra exigência da Justiça.

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