Trabalhadores do Comperj entram em confronto com polícia

Batalhão de Choque interveio no bloqueio feito por cerca de 400 empregados na frente do complexo petroquímico

FERNANDA NUNES , O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2015 | 02h05

RIO - As obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) permanecem paralisadas e a perspectiva é que os trabalhadores continuem em greve. Está prevista a continuidade das manifestações na entrada da refinaria da Petrobrás nos próximos dias, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon), Paulo César dos Santos Quintanilha.

Uma assembleia-geral dos trabalhadores está marcada para esta sexta-feira, 16, para discutir o caso. Mas, segundo Quintanilha, como a Alumini Engenharia, contratada pela Petrobrás para realizar a obra, não deu sinais de que fará o pagamento de salários atrasados e multas rescisórias, como reivindicam os trabalhadores, a perspectiva é que permaneçam de braços cruzados. "Só vamos parar com a greve depois de se chegar a uma solução", disse o presidente do Sintramon.

O sindicato representa 2,9 mil trabalhadores. Na quinta-feira, 15, pela manhã, cerca de 400 deles se posicionaram na frente do Comperj, dificultando a entrada de caminhões no local, como vem acontecendo durante toda a semana. Policiais do Batalhão de Choque entraram em confronto com os manifestantes e quatro empregados chegaram a ser presos. Segundo Quintanilha, eles foram liberados no início da tarde. A polícia atua para que seja cumprida decisão judicial que proíbe a obstrução das entradas no complexo, em atendimento ao Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Sindemon).

Na quarta-feira, a última tentativa dos trabalhadores de chegar a um acordo com a Alumini foi frustrada, quando o Ministério Público do Trabalho (MPT) promoveu audiência pública para tratar do caso. Representantes da empresa, no entanto, não compareceram à audiência. O Sintramon vai recorrer à Justiça para garantir os direitos dos empregados do Comperj.

Ação pública. O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Niterói, região metropolitana do Rio, ajuizou na quarta-feira duas novas ações civis públicas contra a Alumini, empresa que atua nas obras do Comperj. A empresa demitiu, em novembro, 490 funcionários, mas não cumpriu o acordo para pagamento de indenizações e verbas rescisórias. Além disso, está sem pagar os salários de dezembro para mais de 2.500 funcionários que ainda atuam no canteiro.

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