Trabalhadores do Comperj rejeitam proposta de reajuste de 7% e mantêm greve

Os operários reivindicam 15% de reajuste salarial e vale alimentação no valor de R$ 500

Idiana Tomazelli,

18 de fevereiro de 2014 | 11h47

RIO - Os trabalhadores dos consórcios que realizam as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, região metropolitana do Rio, rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 7% feita pelas empresas. A decisão de continuar a greve, iniciada no dia 11 de fevereiro, foi tomada em assembleia na manhã desta terça-feira, 18.

"Eles rejeitaram a proposta dos patrões, que foi irrisória", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Gonçalo e Região (Sinticom), Manoel Vaz. Os operários reivindicam 15% de reajuste salarial e vale alimentação no valor de R$ 500, além de alojamento para os que vêm de fora do município.

A assembleia do sindicato foi realizada no Trevo da Reta, em Itaboraí, no acesso ao Comperj. O Sinticom calcula que 20 mil trabalhadores tenham participado. Ao todo, o complexo tem um efetivo de 29,2 mil homens.

Os trabalhadores também recusaram a recomendação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de dar uma trégua na greve para facilitar as negociações. "A greve continua, por tempo indeterminado", disse Vaz.

Amanhã, o TRT realizará uma nova audiência de conciliação entre as partes. As empresas pedem na justiça a suspensão da greve e o desconto dos dias parados.

O Sinticom também agendou uma assembleia, para quinta-feira, 20, às 7h, a fim de manter os trabalhadores atualizados sobre a negociação.

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