Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Trabalhadores encerram greve no Comperj após 11 dias de paralisação

Não houve um acordo com as empresas sobre o reajuste salarial e as negociações devem continuar nos próximos dias

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2015 | 14h30

RIO - Após 11 dias de paralisação, os trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) aceitaram retornar aos trabalhos em assembleia realizada nesta manhã. Não houve, entretanto, um acordo com as empresas sobre o reajuste salarial. As negociações devem continuar nos próximos dias, apesar do pedido de dissídio coletivo realizado pelas empresas no Tribunal Regional do Trabalho.

Diante do impasse, o Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção do Município de Itaboraí (Sintramon) decidiu aceitar a proposta do Ministério Público do Trabalho (MPT), de reajuste linear de 7,13%. Na última segunda-feira, os trabalhadores rejeitaram a proposta e mantiveram o pleito por 10% de reajuste, além da elevação do benefício de alimentação para R$ 500.

Agora, além do reajuste, estão na pauta dos trabalhadores a negociação do pagamento dos dias atrasados e também do adiantamento quinzenal do salário. Participaram da assembleia nesta manhã cerca de 3,5 mil trabalhadores, segundo o sindicato. Desde janeiro, mais de 13 mil pessoas foram demitidas no canteiro de obras do Complexo, em função da crise na Petrobras.

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