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Trabalhadores estão preocupados com demissões na BrT

Na última quinta, BrT teve sua venda oficializada para a Oi; presidente da Fittel não garante atuais empregos

Gerusa Marques, da Agência Estado

12 de janeiro de 2009 | 18h55

Sindicatos dos trabalhadores em empresas de telefonia estão preocupados com a possibilidade de demissões na Brasil Telecom (BrT), que na última quinta-feira teve sua venda oficializada para a Oi. O presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Joaquim Alves, disse à Agência Estado que o compromisso assumido pela Oi de manutenção do mesmo número de postos de trabalho até abril de 2011 não é garantia de manutenção dos atuais empregos.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Na avaliação de Alves, a empresa poderá até demitir e contratar outros funcionários, com salários menores, e mesmo assim manterá o mesmo número de postos de trabalho. "Isso não podemos aceitar", afirmou Alves, que quer ter garantias do próprio presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, de que não haverá demissões. Falco percorrerá nesta semana as unidades regionais da BrT para falar aos executivos da empresa sobre os planos de expansão da nova Oi.   O presidente da Fittel explicou que os maiores problemas estão nos setores administrativos, como as área financeira e comercial, em que haverá duplicidade entre Oi e Brasil Telecom. De acordo com Alves, a maior parte dos cerca de 7 mil empregados da BrT estão nessas áreas, já que o setor de engenharia da empresa foi quase todo terceirizado.   O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações do Distrito Federal (Sintel-DF), Brígido Ramos, disse que, nos últimos dias, o sindicato tem recebido diversos telefonemas de funcionários da BrT, dizendo que as demissões são iminentes. Muitos deles, relatou Ramos, estariam sendo pressionados a se mudar para São Paulo, para onde a Oi está se expandindo desde o ano passado.   A Brasil Telecom atua no Distrito Federal e em nove Estados, nas regiões Sul, Centro-Oeste e parte do Norte. A nova empresa, fruto da fusão com a Oi, terá operação em quase todo o País, à exceção de São Paulo.   "Nem governo nem ninguém deu satisfação aos empregados", afirmou Ramos, lembrando que o compromisso de manter por três anos o mesmo número de postos de trabalho existentes em 1º de fevereiro de 2008 foi assinado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no fim do ano passado.   "Queremos ter a garantia real de emprego, senão a empresa demite mil empregados e contrata o mesmo número para trabalhar em call center, ganhando R$ 500", acrescentou. Segundo ele, os sindicatos vão se reunir nos próximos dias para traçar uma estratégia de mobilização e de negociação com a empresa. Ele não descarta recorrer ao Ministério Público para fazer valer o compromisso e evitar demissões.

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