Trabalhadores formais veem mais vantagens do que desvantagens no home office

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Conteúdo Patrocinado

Trabalhadores formais veem mais vantagens do que desvantagens no home office

Opinion Box mediu os impactos do teletrabalho na vida dos brasileiros durante a pandemia

Opinion Box, Media Lab Estadão
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

17 de junho de 2020 | 15h09

A pandemia causada pelo novo coronavírus fez com que as empresas realizassem em tempo recorde algo que, muitas vezes, só sai do papel depois de meses ou até anos de planejamento: o home office. O isolamento social, necessário para conter a disseminação do coronavírus, colocou milhares de trabalhadores em casa de uma semana para outra, sem que houvesse tempo hábil para que pudessem montar uma estação de trabalho, contratar um pacote melhor de internet ou até comprar uma cadeira ergonomicamente mais confortável.

E embora essa ‘chave’ tenha sido virada à força há três meses, os trabalhadores estão vendo mais vantagens do que desvantagens no teletrabalho, aponta uma pesquisa feita pelo Opinion box que, desde o final de março, tem medido semanalmente e em diferentes frentes os impactos da pandemia. “Muitas empresas nos procuraram pedindo mais informações sobre o trabalho em home office. Por isso, decidimos explorar a fundo esse tema”, explica Felipe Schepers, COO e um dos fundadores da empresa de pesquisa.

Foram ouvidas 2004 pessoas de todas as regiões do país e classes sociais, nos últimos dias 3 e 4 de junho. Quando perguntados sobre qualidade de vida, 43% dos entrevistados avaliaram que ela melhorou desde que passaram a trabalhar em casa, enquanto 19% afirmaram que piorou. E a maioria dos entrevistados não registrou um aumento de horas dedicadas ao emprego: 36% afirmaram que trabalham menos em casa do que no escritório, 31% afirmaram que o tempo dedicado se manteve o mesmo e 33% disseram trabalhar mais agora do que presencialmente.

Ao serem questionados sobre como está a sua produtividade em casa, há um empate: 31% dos pesquisados acham que melhorou, 31% acreditam que piorou e 38% afirmaram ter se mantido igual. “Mesmo quando há dúvida se está sendo mais ou menos produtivo no home office, ainda assim a maioria percebe uma melhora na qualidade de vida”, explica Schepers.  A todos os entrevistados foi oferecida uma lista extensa de possíveis vantagens e desvantagens do teletrabalho. “Apenas 3% afirmaram que não viam nenhuma vantagem no home office. Em compensação, 21% não apontaram nenhuma desvantagem. Só com esse dado macro já dá para ver que tem mais gente gostando do que desgostando”, completa.

Os benefícios apontados pelos entrevistados foram vários: ‘não perder tempo com deslocamento’, ‘não precisar se arrumar para sair’ de casa e ‘conviver mais com a família’ foram citados como as maiores vantagens. “Uma coisa interessante é que apenas no quarto lugar aparece algo relacionado com o trabalho em si, os três primeiros benefícios estão relacionados a fatores externos que impactam no trabalho”, pontua Schepers.  

Entre as desvantagens está ‘a falta do convívio com os colegas’, a ‘dificuldade para organizar a rotina de trabalho’ e, em sexto lugar, a ‘dificuldade em conciliar o trabalho com a rotina da casa’, um desafio que, segundo a Head de Marketing do Opinion Box, Daniela Schermann, é algo citado mais pelas mulheres. “São elas que mais reportam essa dificuldade em conciliar trabalho e a família, ou seja, mesmo no home office o peso maior fica em cima da mulher” explica. “Já os homens veem vantagens em passar mais tempo com a família, ou seja, muitos estavam sendo privados desse tempo antes do isolamento”, conclui.

E embora o isolamento social pareça estar longe de deixar de ser necessário, mesmo com alguns governadores e prefeitos anunciando reabertura, a maioria dos profissionais está disposta a se manter trabalhando em casa pelo menos até o final do ano. “A gente pediu para as pessoas imaginarem que essa decisão era delas e perguntou: como você gostaria de trabalhar até o final do ano? Cerca de 32% dos entrevistados afirmaram que gostariam de trabalhar todos os dias em casa, 52% optariam por um modelo híbrido entre home office e escritório e apenas 12% apontaram querer voltar a trabalhar presencialmente todos os dias”, explica Schepers.

Essa disposição dos trabalhadores para se manter em casa, porque viram vantagens em sua qualidade de vida ou por estarem preocupados com a saúde pode gerar um importante insight para as empresas, aponta o Opinion Box. “As que estão pensando em cortar funcionários podem, em vez disso, fechar escritórios ou rever aluguéis, já que não há mais tanta necessidade de espaço físico. A pesquisa aponta que não há resistência ao home office por parte dos funcionários. O teletrabalho trouxe vantagens que eles não percebiam antes, principalmente um impacto positivo em sua qualidade de vida”, conclui Schepers.  

Mais informações, clique e acesse o site da Opinion Box

 

Tudo o que sabemos sobre:
coronavírustrabalhohome office

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.