Trabalhadores mantêm greve na Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape

Categoria pede reajuste salarial de 13%, aumento de R$ 98,00 no vale refeição e adicional de periculosidade de 30% sobre o salário

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2014 | 15h52

RECIFE - Os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, no complexo industrial de Suape, no município metropolitano de Ipojuca, decidiram manter, nesta segunda-feira, 11, a greve iniciada na última quinta-feira, 7. Eles querem reajuste salarial de 13%, aumento de R$ 98,00 no vale refeição e adicional de periculosidade de 30% sobre o salário.

Por unanimidade, em assembleia realizada no portão oeste da refinaria, os trabalhadores não aceitaram a proposta patronal de 10% de reajuste e aumento de R$ 20,00 no vale refeição. O coordenador de fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral (Sintepav-PE), Leodélson Bastos, estima que 30 mil trabalhadores estejam parados. "Só trabalham os responsáveis pelos chamados serviços essenciais", afirmou ele.

O nó das negociações é o adicional de periculosidade. Bastos destaca que os trabalhadores já correm risco com algumas atividades da Refinaria Abreu e Lima em operação. Ele cita linhas pressurizadas e armazenamento de diesel como exemplos. "Já ocorreu de válvulas estourarem por conta da pressão das tubulações", afirmou ele. "Há risco de explosão".

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Já ocorreu de válvulas estourarem por conta da pressão das tubulações
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O Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sinicon-PE) destaca que o sindicato não pode apresentar nenhuma proposta nesta área porque depende de uma posição da Petrobras. Quanto ao reajuste salarial, o departamento jurídico do Sindicato patronal entrou com pedido de dissídio coletivo e aguarda audiência na Justiça do Trabalho para esta semana.

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Eles têm um cronograma, mas não praticam o adicional de periculosidade
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Com previsão de inauguração e entrada em operação da primeira etapa da Refinaria Abreu e Lima em novembro deste ano, Bastos disse não poder afirmar se a paralisação irá atrapalhar os planos do governo federal. "Eles têm um cronograma, mas não praticam o adicional de periculosidade", reclamou.

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