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Trabalhadores param Usina Guaíra por salários

Cerca de 500 funcionários da Usina Guaíra, no interior de São Paulo, coordenados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação do Álcool/Etanol, estão em greve desde terça-feira. Eles pedem que os 34% de remuneração variável, que recebem durante a safra, sejam incorporados ao salário.

RENE MOREIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO / FRANCA, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2012 | 03h07

Além disso, reivindicam enquadramento salarial e plano de carreira.

Segundo o presidente do sindicato da categoria, Célio Pimenta, os representantes da empresa declararam que a proposta continua a mesma: 34% na safra e entressafra e 12% para os trabalhadores diurnos, porém não incorporados ao salário.

Em assembleia na manhã de sexta-feira, os trabalhadores recusaram a proposta e resolveram permanecer em greve. Os ônibus que buscam os trabalhadores para a usina chegaram vazios logo no início da manhã, mas depois os funcionários começaram a aparecer para acampar em frente à usina.

Coordenados por sindicalistas, eles passaram o dia jogando dominó ou protestando. A usina não se manifestou a respeito da paralisação até o final da tarde de sexta-feira. Os trabalhadores pretendem continuar com a greve nos próximos dias até que seja oferecida uma proposta considerada satisfatória.

A Usina Açucareira Guaíra foi fundada no ano de 1980, iniciando sua produção de álcool em 1982. Em 1993, passou a produzir também açúcar para o mercado interno e externo. Em 2010, ano em que completou três décadas, o grupo iniciou a cogeração de energia elétrica com bagaço.

Com um total de 2.700 colaboradores, exporta para países da Europa, África, Oriente Médio além da China e Rússia. A moagem média anual é de 2,5 milhões de toneladas com uma produção de 4 milhões de sacas de açúcar e 80 milhões de litros de álcool.

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