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Trabalhadores protestam contra flexibilização da CLT

Os metalúrgicos estão fazendo um protesto em frente a uma indústria automobilística em Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. A manifestação, promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), é contra a flexibilização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Depois do ato, a categoria deveria realizar uma passeata em direção à Rodovia Presidente Dutra, mas a caminhada foi vetada por uma liminar expedida pela 2a. Vara Cível de Taubaté. A liminar atendeu a uma solicitação feita pela Novadutra, concessionária que administra a estrada. Na Ford, também deverá haver paralisação nesta manhã, em Taubaté, informou o Bom Dia SP, da TV Globo.Os petroleiros também resolveram aderir à paralisação convocada para esta quinta-feira pela CUT. Na Refinaria de Paulínia, na região de Campinas, os funcionários que chegavam para trabalhar paravam para acompanhar uma assembléia em frente à empresa. O Sindicato dos Petroleiros espera a adesão de dois mil trabalhadores ao movimento. Apesar da paralisação, a produção de petróleo não foi interrompida porque os empregados que entraram para trabalhar ontem, às 23 horas, continuam na empresa e só serão rendidos logo mais, às 15h30.A partir das 10 horas, os petroleiros saem em passeata rumo ao centro de Campinas para se encontrar com outras categorias. O Sindicato dos Professores da Rede Privada confirmou participação no movimento. A Universidade Metodista de Piracicaba, a PUC de Campinas e alguns colégios particulares não terão aula nesta quinta-feira. Servidores e professores da Unicamp e cerca de cinco mil funcionários públicos municipais também não estão trabalhando hoje.Os metalúrgicos da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABCD paulista, entraram hoje, por volta das 5 horas, mas não acionaram as máquinas. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o pessoal do turno das 7 horas não entrou para trabalhar. A categoria realiza uma assembléia em frente à montadora para discutir a questão da flexibilização das leis do trabalho. O presidente nacional da CUT, João Felício, disse que a entidade não concorda que os trabalhadores fiquem sem o 13o. Salário, a licença-maternidade, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e as férias, entre outros benefícios. "Estão mentindo para os trabalhadores brasileiros quando afirmam que aquele projeto que se encontra no Senado não vai retirar os nossos benefícios e é por isso que nós estamos fazendo essa manifestação. Nós não dizemos que é uma greve geral, mas, sim, paralisações, protestos, passeatas e atos públicos em todas as capitais do País para demonstrar ao governo e ao ministro do Trabalho que nós não queremos perder nossos direitos".

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