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Trabalhadores temem cortes após união

Os representantes dos trabalhadores da Sadia e Perdigão preocupam-se com as demissões que podem resultar da fusão entre as empresas. Atualmente, a Perdigão emprega 59 mil funcionários, enquanto na Sadia são 61 mil trabalhadores. "A fusão da Antarctica e Brahma para a formação da Ambev resultou numa redução de 30% do número de funcionários dos grupos", diz Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação (CNTA). Em Santa Catarina, Estado que concentra cerca de 30 mil trabalhadores das duas empresas, a Federação de Trabalhadores da Indústria da Alimentação (Fetiaesc) diz que vai pressionar para que se mantenha o nível de emprego. A Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação do Paraná enfrenta dificuldades para negociar o reajuste salarial de parte dos funcionários da sede nacional da Sadia, que fica em Curitiba. "Estamos postergando as negociações para o reajuste dos administrativos desde fevereiro, porque a empresa não aceita negociar", diz o presidente da federação, Ernane Garcia Ferreira. Orestes Guerreiro, presidente da Cooperativa Regional de Produtores de Aves e Suínos (Coperavisu), que representa 3 mil produtores integrados de aves e de suínos da Perdigão no oeste catarinense, acredita que a união das companhias vai fortalecer o setor. "É bom porque sempre há o risco de o produtor ficar a ver navios quando uma empresa grande quebra", diz. Rudi Altenburger, um dos pequenos produtores de aves e suínos da Perdigão, acredita que o fim da concorrência entre as empresas pode reduzir o preço pago aos fornecedores. "A fusão só vai ser boa se os produtores conseguirem repassar seus custos." Ele afirma que a empresa reduziu os pedidos depois da crise.

Paulo Justus, O Estadao de S.Paulo

18 de maio de 2009 | 00h00

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