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Trabalhar com políticas públicas é uma das opções

"O produtor cultural pode atuar nas mais variadas áreas de produção, organização e promoção de eventos culturais", diz a coordenadora do curso tecnológico oferecido pela FMU, Sandra Regina Vaz.

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2013 | 03h21

Ela conta que o profissional trabalha tanto para viabilizar a implantação de projetos desenvolvidos por artistas quanto criando os seus próprios, a fim de atender as necessidades culturais de comunidades.

Sandra afirma que além da FMU, apenas as universidades federais do Rio de Janeiro e da Bahia oferecem a formação. Ela acrescenta, ainda, que encontra-se no Congresso um projeto de lei que propõe a regulamentação da profissão.

Segundo a professora, é grande a demanda do mercado de trabalho e a tendência é de aumento, em razão dos eventos esportivos que ocorrerão no País. "A procura também tem aumentado em função da inserção desses profissionais para atuar com políticas públicas."

Sandra conta que a proposta de construção de uma política nacional de cultura vem ganhando força. "Conforme novos municípios implantam voluntariamente essa política, aumenta a demanda. Acredito que isso vai contribuir para a regulamentação da profissão."

A professora diz que o estágio não é obrigatório mas que, normalmente, os alunos conseguem estagiar, ou são contratados para trabalhar em casas de espetáculos, centros culturais, institutos, fundações, escolas, teatros, museus, ONGs, indústrias cinematográfica e fonográfica, rádio, televisão, secretarias de cultura, ou em escritórios de direitos autorais.

Aluna do terceiro semestre da FMU, Caren Gomes é um exemplo. "Pulei a etapa do estágio, porque fui contratada como assistente em uma empresa de projetos educacionais e culturais. No momento, participo da produção de vídeos de cursos de tecnologia que serão usados em plataformas no modelo de ensino a distância (EAD)", conta.

Caren conta que cuida de toda a parte administrativa do projeto, que vai desde a contratação de professores, elaboração de contratos, controle da agenda de gravação, pagamentos e contato com os estúdios de gravação.

A estudante também teve um projeto de sua autoria aprovado pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais - VAI, da Prefeitura de São Paulo. "Trata-se de um projeto social de revitalização das laterais de 15 prédios de um conjunto residencial no Bom Retiro. Quatro artistas fizeram grafite nas empenas (paredes laterais sem janelas), com 15 metros de altura."

Caren diz que a execução do projeto foi feita nos finais de semana entre dezembro de 2012 e outubro de 2013. "O trabalho incluiu diversas oficinas de artes e discussões com a comunidade sobre os problemas do local. Conseguimos articular com órgãos do governo e eles estão conseguindo algumas melhorias." A jovem afirma que ter um projeto aprovado foi uma grande experiência. "Agora, quero trabalhar mais com políticas públicas na área de cultura, fazer intercâmbio com países da América Latina para conhecer novas formas de produzir cultura, e escrever outros projetos para a periferia."

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