Trabalho explica 66,86% da queda de desigualdade, aponta FGV

Segundo estudo da entidade, de 2001 a 2008 os 10% mais pobres tiveram aumento de 72,45% em sua renda

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

21 de setembro de 2009 | 15h56

A renda do trabalho explica 66,86% da queda da desigualdade entre 2008 e 2001, de acordo com estudo do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Bolsa Família responde por 17%, a renda de previdência 15,72% e transferências privadas por 0,50%.

 

No período, os 10% mais pobres da população brasileira tiveram aumento de renda de 72,45%, enquanto para os 10% mais ricos, esse crescimento de renda foi de 11,37%. O restante da população, também dividido em grupos de 10%, também mostrou maior alta da renda quanto mais pobres eram. Para o economista-chefe do CPS, Marcelo Neri, "esta é a década da redução da desigualdade de renda".

 

Néri considera a renda do trabalho superior a de transferências governamentais "até para a satisfação pessoal" de quem recebe. Dentro dos programas sociais, porém, defendeu o Bolsa Família como o melhor para reduzir a desigualdade porque atinge realmente os mais pobres. Ele classificou o mercado interno e o bolsa família como dupla de ataque contra a crise: "O Pelé é o mercado interno e o Tostão é o Bolsa Família"

 

Segundo pesquisa do CPS, o Bolsa Família beneficia principalmente a classe E, enquanto o reajuste do salário mínimo é melhor para a classe D e a previdência, para a classe AB. Ele declarou-se contra o aumento permanente do salário mínimo como o governo pretende fazer com a consolidação das leis sociais.

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