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Trabalho fora do Brasil ganha nova característica

Um outro aspecto curioso da pesquisa refere-se à possibilidade de carreira internacional oferecida pelas empresas escolhidas como as dos sonhos. Segundo Danilca Galdini, da Nextview People, até 2004 trabalhar em outro países era uma chance de o jovem sair do Brasil, que na época vivia um momento econômico mais difícil.

O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2011 | 03h09

De acordo com ela, entre 2005 a 2010 a carreira internacional não foi mais citada como um ponto importante na hora da eleição. Porém, em 2011 voltou com outra característica: o profissional agora quer trabalhar no exterior, mas com a garantia de que vai voltar para o Brasil. "Essa característica está relacionada à globalização. Com o fato de as empresas estarem atuando em diferentes países, mas de forma alinhada", ressalta.

De acordo com Danilca, hoje o jovem entende que é interessante morar fora para conhecer a cultura da empresa, desde que possa voltar e trazer para o Brasil seus conhecimentos. "É a cultura de conhecer um pouco de tudo para poder atuar de uma forma mais ampla", afirma.

Outro tópico que chama a atenção no estudo é que ao mesmo tempo em que os jovens sonham, por exemplo, com o Google, uma empresa voltada à tecnologia, a maioria não costuma acompanhar o perfil de alguma companhia em redes sociais (veja quadro acima).

Danilca afirma que a questão das redes ainda está muito vinculada a uma relação de lazer. Ou seja, estudantes acompanham as empresas para saber de promoções ou alguma atividade cultural. "Para os jovens, essa relação com o mundo profissional está em construção, porque eles ainda não sabem dizer o que está certo", diz.

A pesquisa mostra também que os pesquisados das regiões Norte e Nordeste são os que mais monitoram o perfil de alguma companhia nas redes.

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