Trabalho infantil recua, mas 4,5 mi de crianças ainda trabalham

Taxa de escolarização de pessoas entre 5 e 17 anos passa de 92,4% em 2007 para 93,3% em 2008, aponta Pnad

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

18 de setembro de 2009 | 10h06

O número de trabalhadores de 5 a 17 anos diminuiu no País em 2008 ante o ano anterior, segundo revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta sexta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008, havia 4,5 milhões de trabalhadores nessa faixa etária no País, número menor do que o registrado em 2007, quando 4,8 milhões de crianças trabalhavam.

 

 

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Em 2008, segundo a Pnad, 141 mil crianças de 5 a 9 anos de idade trabalhavam no Brasil, menos do que as 158 mil que trabalhavam no ano anterior. "Há uma queda gradual e persistente do trabalho infantil no País", observou o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo. Segundo ele, programas sociais como o Bolsa Família, que exige que as crianças estejam na escola para o acesso aos benefícios, contribuem para a diminuição do trabalho de crianças no Brasil.

 

Simultaneamente à redução do trabalho infantil, o número de jovens na escola aumentou de um ano para o outro. De acordo com a Pnad, a taxa de escolarização (porcentual de pessoas de determinada faixa etária que estão na escola) das pessoas de 5 a 17 anos saltou de 92,4% em 2007 para 93,3% em 2008.

 

Entenda a Pnad

 

A Pnad é realizada anualmente e investiga os temas de habitação, rendimento e trabalho, associados a aspectos demográficos e educacionais. A pesquisa tem seus primórdios em 1967, quando foi iniciada apenas na área do Rio de Janeiro, e na atualidade é realizada nacionalmente, por meio de uma amostra de domicílios. No levantamento divulgado nesta sexta-feira, 18, foram pesquisadas 391.868 pessoas e 150.591 unidades domiciliares, distribuídas por todo o País.

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